Emergência na saúde: aumento de 533% nas internações por gripe

Governo do Estado promete aumentar o número de leitos hospitalares devido ao crescimento da demanda - Crédito: SES

O Rio Grande do Sul está em estado de emergência na saúde pública, com decreto publicado pelo Governo do Estado em razão do aumento nas internações hospitalares. O objetivo é a prevenção e enfrentamento das doenças respiratórias, que costumam aumentar com a chegada do outono. Entre março e abril, o Estado registrou aumento de 533,3% nas hospitalizações pelo vírus influenza, causador da gripe. Ainda houve alta de 102,7% nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 376,9% de aumento nas hospitalizações pelo Rinovírus (causador de resfriados). Ainda sobre esse vírus, houve alta de 528,6% de internações entre crianças menores de 12 anos.

Como resultado, o governo alerta para risco potencial de extrapolação da capacidade de resposta, em especial na infraestrutura pediátrica, levando à saturação do Sistema Único de Saúde (SUS) sob a direção municipal e estadual. O estado de emergência tem validade de 120 dias, podendo ser prorrogado, se houver a evolução dos indicadores epidemiológicos. Devido a elevação dos casos, o Estado vai solicitar apoio financeiro ao governo federal. E também promete reforçar a rede hospitalar durante o inverno, com a habilitação de 1,8 mil novos leitos, entre de UTI e de suporte ventilatório.

No Estado, vários hospitais estão com superlotação e restrição em atendimentos. Outra dificuldade é com relação a entrega de vacinas por parte do Ministério da Saúde, para serem aplicadas nos grupos prioritários, como prevenção contra a gripe. A expectativa é de regularização da vacinação nesta semana, quando devem ser entregues mais de 400 mil doses pelo governo federal ao Estado.

Entre as medidas de prevenção estão: lavar as mãos, cobrir a boca ao espirrar ou tossir, usar máscara facial em caso de sintomas, evitar aglomerações em ambientes fechados e se vacinar. Se estiver com sintomas de gripe, febre e coriza, deve buscar o atendimento médico. E m caso de dificuldades respiratórias e febre alta que não cede, a pessoa deve ser encaminhada para a emergência.

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