FEPAM notificou empreendimento responsável por mau cheiro em Montenegro

Odor é sentido em diversos pontos da cidade - Crédito: Câmara de Vereadores

A questão do mau cheiro, em Montenegro, não é novidade. Faz mais de um ano que muitas pessoas perguntam de onde está vindo o fedor que atinge praticamente toda a cidade e está cada vez pior. Muitas vezes chega a ser insuportável, causando revolta. E até o momento não se tem respostas sobre providências.

O vereador Talis Ferreira informou que já protocolou denúncias no Ministério Público (MP) de Montenegro e na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), além de questionar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Ninguém aguenta mais esse fedor. Pedi ao MP que investigue e se tome providências urgentes. O mau cheiro está afetando diretamente o dia a dia da cidade. E nada foi feito até agora”, reclama Talis

A reportagem fez contato com o secretário municipal de meio ambiente, Ronei Cavalheiro. “O município, por meio de seu setor de fiscalização, já adotou as providências cabíveis diante da ocorrência de mau cheiro. Após vistoria, foi identificado que a possível origem está relacionada a um empreendimento sujeito ao licenciamento ambiental estadual, sob competência da FEPAM. Diante disso, as informações foram encaminhadas ao órgão competente para as devidas apurações e providências”, declarou Ronei.

Também foi feito contato com a FEPAM, a qual se manifestou através de sua Assessoria de Comunicação. “A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informa que já está atuando no caso e adotou providências a partir das denúncias recebidas sobre odores no município de Montenegro. Em março deste ano, a Fundação notificou o empreendimento responsável, solicitando a apresentação de medidas para redução dos odores gerados na operação. O plano deveria contemplar, entre outros pontos, alternativas estruturais, ajustes operacionais no sistema de compostagem e restrições a resíduos com maior potencial de geração de odores. A empresa apresentou o plano de ação dentro do prazo estabelecido, com cronograma de execução até junho de 2026. Entre as medidas imediatas já adotadas, estão a revisão dos critérios de recebimento de resíduos e a redução do volume anteriormente processado, especialmente daqueles com maior potencial de geração de odores. A Fepam segue acompanhando a implementação das ações e poderá adotar novas medidas, caso necessário, para garantir o atendimento às condições ambientais e a mitigação dos impactos à população”, informou a FEPAM.

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