Após pedra ser atirada em seu carro, veterinária pede demissão

A médica veterinária Saline Santos decidiu pedir demissão do trabalho após viver momentos de tensão na BR-448 (Rodovia do Parque), em Canoas. Moradora de Tramandaí, ela relatou que teve o carro atingido por uma pedra enquanto seguia para Montenegro, onde trabalhava desde fevereiro deste ano.
Segundo Saline, um forte estrondo chamou sua atenção e ela percebeu que uma pedra de grande porte havia sido arremessada contra seu Renault Sandero. O objeto teria sido lançado da margem da pista, em um trecho com pouca iluminação, atingindo o pneu dianteiro direito, a calota e a lataria do veículo.
Apesar dos danos e do susto, a veterinária conseguiu manter o controle da direção e seguiu até o pedágio de Montenegro, na BR-386, onde considerou seguro parar. Ela afirmou que optou por não interromper a viagem antes por receio de ser vítima de um assalto. O caso ocorreu na noite de quinta-feira, dia 9, por volta das 19h30, entre os quilômetros 13 e 14 da rodovia.
“Não sei como alguém conseguiu arremessar uma pedra daquele tamanho”, relatou. Segundo ela, as consequências poderiam ter sido muito mais graves. “Poderia ter capotado o carro. Tenho uma filha pequena e eu só pensei que quero ver ela crescer”, desabafou.
A vítima comunicou o ocorrido à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia na última terça-feira, 14, na expectativa de que o caso seja investigado.
A PRF informou que reforçou o policiamento no trecho entre os quilômetros 12 e 15 da BR-448 após receber dois relatos de arremesso de pedras contra veículos.
Abalada com o episódio e alegando preocupação com a própria segurança, Saline decidiu encerrar antecipadamente o contrato que mantinha com a Prefeitura de Montenegro. O vínculo, inicialmente de um ano, poderia ser renovado por mais um.
“Não dá para ter tudo na vida, a gente tem que escolher”, afirmou. A veterinária contou que publicou um vídeo nas redes sociais para alertar outros motoristas sobre o risco. “As pessoas precisam saber que estão atirando pedras contra os veículos”, disse. “Achei muito perigoso esse trajeto e terminei o meu contrato antes. Quarta-feira (15) foi meu último dia de trabalho em Montenegro”, concluiu.



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