Acusado de matar personal trainer é indiciado por feminicídio e inquérito é entregue para a Justiça

Polícia concluiu que “Debby Michels” foi morta por meio cruel, por asfixia - Crédito: Redes Sociais

Foi concluído nesta terça-feira, dia 6, o inquérito policial sobre a morte da personal trainer Debora Michels Rodrigues da Silva, a “Debby” de 30 anos. A Polícia Civil de Montenegro indiciou o companheiro da vítima por feminicídio por meio cruel, praticado por asfixia. O inquérito foi encaminhado hoje para a Justiça. Alexsandro Gunsch, de 48 anos, está preso desde 28 de janeiro, quando estava com prisão preventiva decretada e se apresentou na Delegacia de Montenegro.

De acordo com o delegado regional, Marcelo Farias Pereira, dez pessoas foram ouvidas. Ainda falta o resultado de algumas perícias, como de necropsia, exames toxicológico e de teor alcoólico. A pena para o feminicídio, em caso de condenação em julgamento, foi aumentada em novembro do ano passado, com o mínimo de prisão passando de 12 para 20 anos, com o máximo de 30 anos em regime fechado.

Corpo foi deixado na frente da casa dos pais da vítima

Em depoimento, a Polícia informa que o acusado confessou que, durante um desentendimento com a companheira, na casa em que moravam na localidade de Vendinha, pegou a personal trainer pelo pescoço e jogou contra um guarda-roupa. Informou que ao ver que ela estava passando mal iria levá-la ao hospital em Montenegro, mas no caminho percebeu que já se encontrava sem vida e decidiu largar o corpo na frente da casa dos pais dela, no bairro Centenário, na madrugada de 26 de janeiro, sexta-feira retrasada.

O casal tinha um relacionamento de doze anos, sem registros policiais de violência. O caso gerou grande repercussão, já que Debby era muito conhecida e estimada, tendo muitos seguidores nas redes sociais onde apresentava discas de exercícios, alimentação e saúde. A Polícia suspeita que o crime foi premeditado, com base em um áudio gravado pelo acusado e porque Debora estava de mudança devido ao processo de separação.

A família da vítima espera por justiça e acredita que o acusado matou a educadora física porque não aceitava a separação. A defesa do acusado não se manifestou, alegando que ainda não teve acesso ao inquérito.

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