Queima de caixas de abelha com gasolina causou acidente com morte de menino

Polícia investiga as circunstâncias do acidente no Roncador que resultou na morte de Victor Mateus da Silva Christ, de 10 anos - Crédito: Álbum de família

A Polícia Civil ouviu o pai e o cuidador do menino de 10 anos que morreu um mês após ser vítima de graves queimaduras em um acidente na localidade de Roncador, no interior do município de Feliz. “Já recebemos o laudo com as lesões. O menino teve 82% do corpo queimado, com queimaduras de segundo e terceiro graus”, informou o delegado Marcos Eduardo Pepe. Ele cita que o cuidador deverá ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em razão da imprudência por usar combustível de posto de gasolina, que é altamente inflamável, e negligência por não ter observado um dever objetivo de cuidado e a criança ter mexido no galão de gasolina.

O acidente ocorreu no dia 31 de agosto, quando o pai de Victor Mateus da Silva Christ foi trabalhar e deixou o filho com um casal de idosos, vizinho da casa onde moram. O homem, de 61 anos, estaria queimando algumas caixas de abelha e quando viu o menino já estava com fogo atingindo suas roupas. Ele foi encaminhado pelo Samu ao Hospital Schlatter, da Feliz, e devido à gravidade removido para o Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, onde faleceu no último sábado. A despedida aconteceu no dia seguinte, com velório e sepultamento no cemitério de Roncador.

Victor Mateus da Silva Christ, de 10 anos, foi sepultado no último domingo
– Crédito´: Álbum de família

De acordo com o pai, Pedro Christ, de 31 anos, o filho era um menino alegre, inteligente e que fazia amizades facilmente. Morava com o pai e o irmão, de 9 anos. O pai, que trabalha como operador de máquinas de uma empresa de terraplanagem, tinha a guarda e cuidava dos dois filhos há sete anos. Ainda no hospital, Pedro lembra que Mateus disse que o amava, assim como o irmão e o avô. Foram suas últimas palavras. Chegou a ser submetido a duas cirurgias, mas antes da terceira o pai diz que ele teria contraído uma infecção hospitalar, a qual acabou agravando o seu quadro de saúde e não resistiu. “Ele adorava olhar TV, andar a cavalo e ir na casa do avô”, lembra Pedro.

Conforme o pai, no contraturno da escola Victor Mateus ficava na casa dos vizinhos, que cuidavam dele faz vários anos, enquanto Pedro trabalhava. Já o filho mais novo estuda em turno integral. Pedro ressalta que o casal de idosos sempre ajudou a família e também ficou muito abalado com o acidente. Como tem o outro filho para criar, mesmo bastante consternado Pedro segue trabalhando, justificando que com isso ocupa a sua cabeça e não fica só pensando na dor pela perda do filho.

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