Vapor Garibaldi em frente ao cais de São Sebastião do Caí no final do século XIX Arquivo/FN

No seu livro, Alceu Masson descreve a navegação pelo rio Caí.

“Viação fluvial – Graças à barragem Rio Branco, construída pelo engenheiro dr. José da Costa Gama a alguns quilômetros da sede do município, e hoje pertencente ao governo do estado, o rio Caí é francamente navegável em qualquer estação, desde o porto da cidade de Caí até desaguar no Jacuí, em frente de Porto Alegre.

São duas as companhias de navegação existentes no município: União Fluvial do Caí Ltda e Navegação Sedutora. Pertencem à primeira as gasolinas “Ipiranga” e “São José” e à segunda e à segunda o vapor “Janota”. Além disto, ambas possuem lanchas e chatas rebocáveis de grande calado. Mantem as duas companhias serviço de transporte diário, tanto para passageiros como para carga.

Navegam ainda, regularmente, no Caí, a gasolina Humaitá, que conduz passageiros da sede do município para Pareci e Montenegro, e vice-versa; e uma gasolina-frigorífico, que transporta a carga da fábrica de conservas de Carlos H. Oderich & Cia, incorporada à Frigoríficos Nacionais Sul Brasileiros Ltda.

A princípio as companhias caienses de navegação não possuíam gasolinas, mas sim vapores, entre os quais citaremos, a título de curiosidade, os seguintes: Rio Branco, Maratá, Horizonte, Otto, Caxias e Salvador. Os três últimos pertencentes à União Fluvial do Caí Ltda, ainda há pouco tempo navegavam no rio Caí.”

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