Telefone 188 tem ligação gratuita para apoio emocional e prevenção ao suicídio. Municípios também possuem profissionais para tratar da saúde mental - Reprodução/FN

Neste último final de semana mais famílias viveram o sofrimento de perder parentes em decorrência de suicídios. Foram registrados novos casos em Montenegro e Bom Princípio.

Existe uma grande preocupação porque nos últimos dias aumentaram os casos na região. Desde a semana retrasada foram registrados quatro casos em Montenegro e também na Feliz e Barão, além de Bom Princípio. Também casos de tentativa de suicídio. Na madrugada de ontem, domingo, por volta de 1h40, a Brigada Militar foi chamada até a Rua Álvaro de Moraes, próximo da Câmara de Vereadores de Montenegro e junto ao cais do porto, onde os PMs foram informados de que um jovem teria se jogado no rio. As guarnições iniciaram buscas e localizaram a pessoa junto a escadaria do rio, sendo retirado da água. Ele alegou aos PMs estar com problemas pessoais. Os policiais citaram que o rapaz estava muito alterado e querendo pular novamente no rio. Foi contido e conduzido para ser medicado e registro na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

A preocupação com a saúde mental aumentou desde o início da pandemia. Por isso a importância da prevenção, através do diálogo e da busca de ajuda profissional para tratar a saúde mental. Existe inclusive um telefone, com ligação gratuita para o 188, do Centro de Valorização da Vida, disponível 24 horas, que serve de apoio emocional e prevenção ao suicídio, atendendo de forma voluntária todas as pessoas que querem conversar. É um problema que pode afetar qualquer pessoa. Mas que pode ser evitado e tratado, inclusive com a ajuda de profissionais disponíveis nos municípios da região. “A pandemia aumentou a demanda sobre saúde mental. O confinamento e o isolamento agravaram a ansiedade e a tristeza das pessoas”, lamenta o psicólogo Guilherme Manica, coordenador da saúde mental da Secretaria municipal de saúde de Montenegro. Por isso destaca a importância do diálogo entre familiares e amigos, expondo os sentimentos e sofrimentos. E a busca de ajuda profissional, como pela psicoterapia. Quem não puder através de atendimento particular, pode buscar gratuitamente pelo SUS. Os municípios encaminham através dos próprios postos de saúde. Assim podem ser tratadas ansiedades, depressões e até possíveis transtornos mentais.

Para a psicóloga Daiana Gallas, do Ambulatório Interdisciplinar  de saúde mental (Ament), muitas pessoas deixam a saúde mental por último. “Pode agravar, assim como uma doença física se não for tratada”, alerta. Além disso, ainda existe muito preconceito. A psicóloga ressalta a importância dos familiares ou amigos verificarem quando a pessoa não está bem e tomarem providências assim que notarem os primeiros sinais. Isso depende de cada pessoa, que pode ter mudança de comportamento, irritabilidade, isolamento, dificuldades para dormir, depressão, problemas financeiros e de relacionamentos amorosos, transtornos de personalidade, uso de drogas, entre outros. Algumas pessoas, antes de retirar a própria vida, já ameaçaram e tentaram o suicídio antes.

Nos postos de saúde dos municípios, durante a consulta o médico já pode fazer o encaminhamento para a busca de um profissional especializado. E quanto antes iniciar o tratamento, mais rápido e melhor vai vir o resultado.

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