Engenheiro da Corsan diz que rede de telefonia causou falta de água: “É caso de Polícia”

Técnicos da Corsan trabalharam por vários dias para resolver o problema - Crédito: Corsan

Seguem as reclamações dos montenegrinos sobre o abastecimento de água da Corsan. Além das constantes interrupções no fornecimento e pouca pressão, continuam também as queixas quanto a coloração, cor e cheiro da água. Muitas pessoas estão apelando para a compra de água mineral ou poços artesianos, o que aumenta os gastos das famílias. Lideranças do município já tiveram reuniões com representantes da Corsan e chegaram a encaminhar ações junto ao Ministério Público.

O engenheiro Ângelo Marcelo Faro, da Corsan, diz que desde a época do Natal tem se verificado um consumo mais elevado, acima do normal. Se descobriu recentemente vazamentos nas esquinas da rua Bento Gonçalves com São João e Olavo Bilac. No final de semana os técnicos da Corsan, após buscas, encontraram um rompimento de rede na Rua Buarque de Macedo, de onde a água entrava por uma galeria da antiga CRT, descendo em direção ao centro. “Tudo indica que isso já ocorria faz um tempo”, lamenta. Faro diz que teve que ser quebrada uma galeria de telefonia e arrebentados cabos para efetuar o conserto. “É caso de Polícia. De quem não se importa com o bem público”, entende. “Concretaram nossa tubulação dentro de uma galeria. É uma tremenda sacanagem”, protesta, sobre telefonia que teria sido feita por cima do tubo da Corsan. “Não tem como responsabilizar quem fez, pois são várias empresas de telefonia”, completa.  “Trabalhamos por quatro dias nisso. Os nossos reservatórios praticamente secaram. E como os dias estavam muito quentes, com alto consumo, vai demorar três a quatro dias para recuperar cem por cento”, explica. Mas acredita que com o conserto o problema será solucionado.

Quanto à cor, cheiro e gosto da água, diz que são efeitos da estiagem. “São coisas causadas pelo que está no rio. Efeitos da estiagem. Estamos trabalhando pesado no tratamento da água”, esclarece, quanto a variação do nível e proliferação de algas no rio Caí, devido a seca. “Estamos usando produtos alternativos. O mesmo tem ocorrido em outros municípios”, completa. “Fazia três anos que não tínhamos uma estiagem tão severa”, lembra. Sobre os riscos de desabastecimento se continuar a falta de chuva, diz que é muito difícil comprometer o abastecimento. “O que pode acontecer é termos problemas de cheiro e odor persistentes por mais dias”, declara.

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