Caso do construtor caiense que pegou dinheiro e não entregou obras ganha repercussão

Entre as vítimas está um casal que pagou R$ 50 mil de entrada para construção de uma casa em Montenegro - Crédito: TV Record/Reprodução

O caso de um construtor de São Sebastião do Caí que teria lesado várias pessoas ganhou destaque estadual. Foi tema de reportagem ontem, quarta-feira, dia 2, no noticiário da TV Record, com o título: “Prejuízo de R$ 700 mil. Construtor civil é investigado por não entregar obras contatadas no Vale do Caí”.

Um casal de Montenegro foi uma das vítimas. Fabíola Kroth e Dionei Vargas conheceram o construtor no primeiro semestre do ano passado, por indicação de uma arquiteta. O casal fez o contato para a construção de uma residência em Montenegro. Fabíola lembra que estiveram na casa do construtor, no Caí. “Ele fez muita questão da gente ir até a casa dele. Era uma casa gigantesca, muito bonita, com porcelanato por tudo, lustres maravilhosos”, descreveu, em entrevista para a TV Record. Após a reunião o casal fechou negócio. O construtor teria cobrado cerca de 160 mil reais para fazer uma casa de 107 metros quadrados, valor considerado abaixo do mercado. Os montenegrinos pagaram 50 mil reais de entrada e assinaram contrato em cartório, com o construtor dando um cheque de garantia, no nome dele, também de R$ 50 mil. “Chamou a atenção o fácil acesso a todos os materiais de construção”, lembra Fabíola, citando que ele dizia que trabalhava com o melhor tijolo, cimento, piso. “Era tudo que a gente queria”, conta, sobre o sonho do casal. Mas no dia seguinte ao pagamento o construtor já não atendia mais as ligações. Por mensagens, alegava que estava fazendo exames médicos. A arquiteta, que indicou o construtor, mandou mensagem para Fabíola, pedindo para que não entregasse mais dinheiro para ele. Aí o casal viu que seu sonho estava se tornando um pesadelo.

Fabíola e Vinícius estão entre as vítimas
– TV Record/Reprodução

Outra vítima que falou na reportagem da TV Record, Vinicius Pereira, lembra que negociou com o construtor materiais de construção, no valor de 90 mil reais. Ele e a esposa pagaram uma entrada de R$ 35 mil. “Dizia que precisava o dinheiro para comprar cargas fechadas de materiais, como tijolo, ferro, cimento, para conseguir valor mais barato com os fornecedores. Depois ui atrás dele, liguei e mandei mensagens pelo whatsApp, mas nunca mais consegui contato”, cita.

De acordo com a reportagem da Record, chegou a ser criado um grupo de whats das vítimas e mais de cem pessoas lesadas pelo construtor estão em busca de justiça. Na Delegacia de São Sebastião do Caí foram abertos cinco inquéritos de vítimas que procuraram a Polícia. A delegada Cleusa Spinato, que comanda a investigação, acredita que só nestes cinco casos, que foram registrados como de estelionato, o prejuízo ultrapasse os 700 mil reais. “Até agora não apareceu mais nenhum caso, mas sempre pode aparecer”, declara a delegada, citando que existem registros em outras cidades. “Ele pegava o valor de uma obra para concluir a outra. Acabou se perdendo e isso gerou um prejuízo imenso”, diz a delegada, com base em depoimentos.

Ainda em tratamento médico, após ter caído de um prédio no centro do Caí em abril do ano passado, que lhe deixou várias seqüelas, o construtor, de 45 anos, prestou depoimento em dois dos inquéritos no Caí. “O caso está sendo apurado e ao final vai haver a responsabilização daquilo que foi praticado”, conclui a delegada Cleusa Spinato.

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