Crédito: Getty Images

Há menos de um mês, no dia 3 de fevereiro, a secretária municipal de Educação, Ciglia da Silveira, anunciava a volta às aulas em Montenegro para o dia 8 de março. Na época, o quadro da pandemia do novo coronavírus parecia controlado, com poucos pacientes internados e queda na quantidade de mortos. Em 26 dias, a situação mudou radicalmente e a Administração Municipal decidiu atrasar o retorno às escolas para o dia 15. E, ainda assim, todas as atividades serão remotas.

A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira, durante uma reunião entre a equipe técnica da Smec, o prefeito Gustavo Zanatta e o vice, Cristiano Braatz. Há um consenso no governo de que a cidade está enfrentando seu pior momento na crise sanitária iniciada em março de 2020. Os hospitais Montenegro e Unimed Vale do Caí contam, ao todo, com 25 leitos de UTI e 37 fora de Unidade de Terapia Intensiva e hoje existem apenas dois leitos de internação disponíveis e nenhum de UTI vago.

A secretária Ciglia explica que seria muito perigoso submeter professores, funcionários de escolas e alunos a tamanho risco. “Nós entendemos a importância da escola na formação das crianças e no dia a dia das famílias, mas não podemos ser irresponsáveis”, afirma. “Neste momento, precisamos contar com a compreensão da comunidade para manterem seus filhos em casa, a salvo”.

As aulas remotas serão oferecidas a todos os alunos da rede a partir do dia 15, seguindo o modelo que vigorou em 2020. A partir de hoje, todas as escolas serão comunicadas. Nas 28 escolas sob responsabilidade do Município, são atendidas em torno de 8 mil crianças. A tarefa envolve cerca de 500 professores, 200 assistentes de escola e 100 auxiliares de serviços escolares.

O prefeito Gustavo Zanatta endossa o adiamento proposto pela Smec. Ele lembra que o momento é crítico e todo o esforço feito no sentido de frear a circulação do vírus é importante.

Fonte: ACOM/Prefeitura

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