Crédito: Divulgação

Foi iniciado, na última quarta-feira, dia 7, o desenvolvimento do programa “Harmonia Acolhe e Orienta”. Por meio da ação, são oferecidas oficinas para trabalhar a socialização e a convivência dos cerca de 110 imigrantes haitianos que vivem no Município facilitando a adaptação desses.

Conforme a administração harmoniense, a grande maioria atua na ESB do Brasil, empresa instalada no distrito industrial local desde 2018. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Assistência Social e do CRAS Auxiliadora, em parceria com as secretarias municipais da Educação, da Cultura e da Saúde, além da própria ESB e do escritório local da Emater/RS-Ascar.

As aulas são semanais, no Centro Comunitário do Morro Azul, e o programa irá auxiliar no aprendizado da Língua Portuguesa, promoverá orientações sobre direitos e deveres, valores, ética e princípios nos mais variados temas, como saúde, planejamento familiar, plantas medicinais e fitoterapia. Além disso, acolherá demandas de saúde mental e promoverá espaços de conhecimento e trocas interculturais. As atividades ocorrerão sempre às quartas-feiras, na parte da tarde, com divisões em turmas.

Conforme explica a assistente social do CRAS, Ana Maria Silveira de Oliveira Herter, através de um trabalho de identificação entre os imigrantes haitianos que vivem em Harmonia, notou-se que cerca de 100 trabalham em algum dos setores da ESB. “Seus graus de escolaridade também são distintos, tendo de nível fundamental até ensino técnico. O idioma predominante é o Créole, porém, alguns falam também francês, inglês e espanhol. Por isso, a importância deles saberem o português, relata.

Quem estará diretamente envolvida com o trabalho com os haitianos é a coordenadora da Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto, Gláucia Pinheiro. “Encaro isso com boas perspectivas. Penso que posso contribuir na inclusão social, acolhendo, mostrando nossa cultura, origens e costumes, para que juntos tenhamos uma convivência mais harmônica”, destaca Gláucia, que na tarde de quarta-feira, teve também a companhia do agente administrativo da prefeitura Dante Hetzel Pereira, que esteve no Haiti por sete meses em missão de paz.

Segundo a secretária de Assistência Social, Renate Forneck a iniciativa de lançar o programa surgiu também através de pedidos da comunidade. “Nós entendemos que para que haja uma convivência mais igualitária, os imigrantes precisam saber se comunicar e conhecer mais a nossa cultura e costumes. Por isso, estaremos oferecendo essa oportunidade. Temos que reconhecer o apoio da ESB nesse sentido”, assinala a secretária.

O prefeito Ernani Forneck (PTB) participou do lançamento do programa e ressaltou a importância da promoção das atividades.

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