O falso moralismo que mata

O FALSO MORALISMO QUE MATA (I) 

Existe um tipo de violência que não usa faca nem arma de fogo, mas mata todos os dias. É a violência do falso moralismo. É aquela moral que se diz em defesa da família, dos bons costumes e de Deus, mas que, na prática, serve para justificar o ódio, o preconceito e a morte de quem é diferente.

Vivemos em uma sociedade onde muita gente ainda se considera superior por causa da cor, da sexualidade ou do gênero. O racista finge que é apenas uma brincadeira quando humilha uma pessoa negra. O homofóbico diz que está apenas defendendo a moral quando expulsa o filho gay de casa, agride um casal na rua ou debocha de uma pessoa trans. O misógino diz que a mulher provocou, que ela pediu, que ela merecia, quando é assediada, espancada ou assassinada. Tudo isso é feito em nome de uma moral que nunca foi moral de verdade.

O FALSO MORALISMO QUE MATA (II)

Esse falso moralismo é perigoso porque se disfarça de virtude. Ele está no discurso do pastor que prega ódio no púlpito, no político que usa o preconceito para ganhar votos, no patrão que demite por orientação sexual, no professor que ignora o bullying, no pai que prefere um filho morto a um filho gay, na vizinha que espalha fofocas e na piada de que todo mundo ri.

Quando a sociedade normaliza esse discurso, dá permissão para que a violência aconteça. O agressor se sente autorizado, a vítima se sente sozinha e a Justiça, muitas vezes, finge que não viu.

O FALSO MORALISMO QUE MATA (III)

E os números mostram isso. Pessoas negras são as que mais morrem assassinadas no Brasil. Pessoas LGBTQIA+ são agredidas e mortas simplesmente por existirem. Mulheres são mortas por seus companheiros ou ex-companheiros por dizerem não. Não são casos isolados, mas consequências de uma cultura que ensina, desde cedo, que alguns corpos valem menos do que outros e que algumas vidas podem ser descartadas em nome da moral.

A verdadeira moral não mata, não humilha, não exclui. A verdadeira moral acolhe, respeita e protege. Defender a vida é defender que uma pessoa negra possa andar na rua sem medo, que um casal gay possa se beijar sem ser agredido, que uma mulher possa sair à noite sem medo de não voltar e que uma pessoa trans possa trabalhar e ser chamada pelo seu nome. Isso, sim, é moral.

O FALSO MORALISMO QUE MATA (V)

Por isso, precisamos chamar as coisas pelo nome certo: racismo é crime, homofobia é crime, misoginia mata. Não existe moral nenhuma em odiar quem é diferente. O falso moralismo que julga, condena e exclui é o mesmo que ajuda a matar.

E, enquanto a sociedade continuar aplaudindo esse discurso, continuaremos enterrando vítimas inocentes. É preciso escolher: ou defendemos a vida de todos ou continuamos cúmplices de um moralismo que mata.

TOQUES E RETOQUES

Numa cidade como a nossa, onde as enchentes são frequentes, discordo completamente de políticos e empresas que se posicionam a favor deste ou daquele candidato a presidente. Sei que a democracia é feita da livre escolha. Entretanto, no caso de nossos políticos e empresas, isso é dar um tiro no próprio pé, pois, quando a água bater e causar estragos na cidade e nas empresas, certamente irão precisar de recursos federais. Daí, então, de cabecinha baixa, terão que pedir penico para quem criticaram durante a campanha, né?

Agora ficou show o asfalto da rótula da Avenida Bruno Cassel, que dá acesso ao bairro Vila Rica. Serviço de primeira! Parabéns à Prefeitura Municipal pelo excelente trabalho realizado.

Novo Clube Aliança

E o Clube Aliança, em seu novo prédio, finalmente iniciará suas atividades. No dia 19 de novembro, acontece um jantar festivo, abrindo oficialmente a agenda social do Clube. Realmente, é uma ótima notícia, pois um clube tradicional como este, com um passado glorioso e marcante, jamais poderia ficar no esquecimento e no ostracismo.

Só para lembrar: A ELEIÇÃO TERMINOU. Por incrível que pareça, ainda estão discutindo nas redes sociais, com ofensas mútuas, nos bares, no comércio e nas empresas. Acabou, pessoal! É vida que segue. Ganhando um ou outro, a tua vida é você quem faz. É tanta besteira dita que, às vezes, é melhor se fazer de surdo, né? Como diria aquele velho ditado: ESTÃO EM DORES DE PARTO AS MONTANHAS E NASCERÁ UM RIDÍCULO RATO. Ou seja, é muito barulho e oba-oba por pouca coisa. Que barbaridade!

E, com estas, só me resta dizer: Inte…

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