Após ataques, Montenegro prevê cadastro e microchipagem de animais de rua

Patram recolheu Pitbull que atacou no Parque Centenário - Crédito: Patram

A Prefeitura de Montenegro pretende intensificar o cadastramento e a microchipagem de animais, incluindo cães comunitários e de rua, após dois episódios de ataques registrados em locais públicos do município. A medida foi discutida em uma reunião realizada no Executivo municipal, que também tratou da criação de uma legislação para responsabilizar tutores em casos de ataques.

Uma das ocorrências aconteceu no Centro, quando uma mulher de 30 anos, que praticava corrida, foi mordida nove vezes nas pernas por dois cães que seriam comunitários. Em outro caso, o Batalhão de Polícia Ambiental (Patram) foi acionado após denúncias de que um cão da raça Pitbull estaria atacando um animal de pequeno porte no Parque Centenário, além de representar risco a crianças e outras pessoas.

As duas situações foram registradas na Delegacia de Polícia. Após os episódios, outros relatos de ataques também foram publicados nas redes sociais.

A reunião da última sexta-feira, dia 16, foi articulada pelo vereador Tiago Maratá (MDB) e contou com a participação da vereadora Claudete Eberhardt (PDT), que atua na causa animal. Também estiveram presentes o prefeito Gustavo Zanatta, o secretário municipal de Meio Ambiente, Ronei Cavalheiro, a diretora de Bem-Estar Animal, Ana Rita Scarpari, além de uma veterinária e uma assessora.

Conforme Tiago Maratá, a primeira medida será intensificar o cadastramento e a identificação dos animais. Também deverá ser elaborada uma proposta de legislação para estabelecer responsabilidades dos tutores em situações de ataques.

Claudete Eberhardt afirmou que já havia apresentado uma indicação sobre o tema no início do ano. “O número de animais de rua está grande e causando problemas, principalmente para quem transita”, destacou.

A vereadora também apontou a necessidade de regras municipais que definam os deveres e as responsabilidades das pessoas em relação aos animais. Segundo ela, muitos cães considerados de rua têm tutores ou pessoas que cuidam deles, mas ainda faltam normas claras sobre essa convivência.

Após a elaboração, o projeto de lei deverá ser encaminhado à Câmara de Vereadores para análise.

Dois cães atacaram uma mulher recentemente no centro, que levou nove mordidas nas pernas – Crédito: Vitória Comparsi

 

Microchipagem e georreferenciamento

A diretora de Bem-Estar Animal, Ana Rita Scarpari, explicou que a microchipagem será uma das primeiras ações. O sistema permitirá identificar os animais e reunir informações sobre seus tutores, localização, situação de castração e outros dados relevantes.

O cadastramento deverá abranger cães, gatos e equinos, incluindo animais comunitários e aqueles que vivem nas ruas, mas recebem alimentação de voluntários ou permanecem em áreas temporárias de acolhimento.

Além da microchipagem, estão previstas ações com o Castramóvel e o georreferenciamento dos animais. O levantamento também deverá identificar regiões com maior demanda por castrações, áreas com concentração de cães considerados bravos, ocorrências envolvendo animais, situações de abandono e informações que permitam identificar os responsáveis.

“Essas serão as primeiras ações, mas seguimos aprimorando e buscando novas soluções”, afirmou Ana Rita.

Segundo a diretora, o município realiza, em média, 200 castrações por mês, além de aproximadamente cem atendimentos mensais de urgência e emergência veterinária.

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