Policial saca arma em pista de skate ao ouvir “comentário” para a companheira

Repercute nas redes sociais vídeos de um episódio ocorrido em Montenegro na última terça-feira, dia 13. Um policial à paisana, fora do seu horário de serviço, teria sacado uma arma quando se encontrava próximo da nova pista de skate do Parque Centenário, onde se encontravam vários jovens. O fato teria ocorrido durante um desentendimento motivado por um “comentário” de um dos rapazes em relação a mulher que caminhava cm o PM. O casal gravou um vídeo com sua versão sobre os fatos. E a Associação de Skateboard de Montenegro publicou uma Nota de Repúdio contra a atitude do policial. A Brigada Militar informou que já tem conhecimento dos fatos, os quais estão sendo analisados pela corporação. E que o policial não atua em Montenegro e no Vale do Caí, pertencendo ao batalhão de Porto Alegre.
Na live, gravada pelo casal, a mulher relatou que tinham saído para caminhar. “Para quem não sabe essa figura é da polícia”, citou, enquanto o companheiro aparece atrás. “Passamos na frente da pista de skate. Eu não ouvi, mas ele ouviu que um cara mexeu comigo. Foi um instinto de proteção bizarro”, declarou ela. “Era ele versus 30 skatistas que estavam na pista. Brigando. Pelo menos o respeitaram”, comentou, confirmando que ele estava armado. “Tenho horror desses caras que assediam mulheres. Só que deu azar que mexeu com a mulher errada”, justificou o homem.
Já a Associação de Skateboard de Montenegro, em nota de repúdio, publicou que “um agente de segurança pública, fora de seu exercício profissional, exibiu uma arma de fogo com o intuito de intimidar os presentes no local, incluindo menores de idade”. “A versão dada pelo agente público e por sua companheira em redes sociais foi refutada pelos presentes no local e por membros da Associação que lá se encontravam e que relataram que o mesmo em momento algum se identificou como policial militar. A atitude registrada é inaceitável e contrária a qualquer princípio de segurança, diálogo e respeito ao espaço público. Sobretudo, diante da inexistência de qualquer situação que a justificasse”, destaca a nota de repúdio, pedindo que os fatos sejam devidamente apurados pelas autoridades competentes, com a consequente penalização administrativa do agente e responsabilização criminal.



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