Mendonça mantém investigação que colocou Moraes no centro da crise do STF

A crise que envolve o Supremo Tribunal Federal ganhou novos capítulos nesta sexta-feira (11), com o ministro André Mendonça novamente no centro das atenções por sua atuação como relator do Caso Master.
Mendonça foi responsável por determinar o aprofundamento da análise dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A medida resultou em um relatório da Polícia Federal que reuniu mensagens e outros elementos envolvendo autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes.
A divulgação do material provocou uma crise dentro do próprio STF. A Procuradoria-Geral da República questionou a forma como a investigação foi conduzida e pediu a nulidade do procedimento, argumentando que Mendonça teria buscado elementos relacionados a outro ministro da Corte sem prévia autorização do plenário.
Fachin determina abertura dos documentos
Nesta sexta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados ao Caso Master, atendendo a pedidos da PGR e de ministros da Corte.
Mendonça já havia retirado parcialmente o sigilo, liberando documentos de 14 procedimentos e a petição que deu origem à investigação. Fachin, porém, determinou uma abertura mais ampla do material, preservando apenas informações cuja divulgação possa comprometer diligências em andamento.
A decisão aumenta a pressão por transparência justamente antes da sessão extraordinária do STF marcada para a próxima
terça-feira, 15, às 10h.
Será a primeira oportunidade para que os dez ministros discutam coletivamente a controvérsia que se transformou em uma das maiores crises internas recentes da Corte.
O julgamento deverá definir o destino do relatório da Polícia Federal e das informações relacionadas a Moraes, além de estabelecer limites para investigações que possam atingir integrantes do próprio Supremo.
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