Direitos Iguais

DIREITOS IGUAIS (I)
Quando não se pode evitar uma tragédia, ao menos que seja dado assistência igualitária a todas as vítimas, sem distinção. As enchentes este ano serão uma constante. E prejuízos materiais serão inevitáveis. Na última grande enchente ocorrida em nossa cidade, ricos e pobres sofreram perdas materiais. Tragédias climáticas não distinguem classe econômica. Elas detonam sem dó nem piedade pois não agem com o coração. O El nino já mostrou a que veio. Duas inundações seguidas já tivemos. E o pior está por vir e os alertas já foram dados.
DIREITOS IGUAIS (II)
Dito isto acima, sabendo que os prejuízos materiais serão uma constante nas próximas enchentes, é mister que uma mudança de postura das nossas autoridades em relação aos atingidos seja repensada.
Na grande enchente que atingiu grande parte da população Caiense, foi deplorável os “critérios” (se é que assim posso falar) ao qual só uma pequena parte dos atingidos tiveram benefícios. A ajuda financeira do Governo Federal até que funcionou. Aliás, contemplou até quem a água nem de perto chegou. A ajuda financeira do Governo Estadual foi uma piada. Beneficiou uma pequena parcela da população e do nada encerrou as inscrições, a quem diga desviando os recursos para socorrer empresários.
DIREITOS IGUAIS (III)

Já em âmbito municipal, a ajuda se limitou aos “sempre os mesmos “, ou seja, repetindo uma prática deplorável que causa muita indignação. Os sempre os mesmos que recebem móveis e utensílios (que depois vendem), os sempre os mesmos que recebem vestuário ( e como a foto mostra, depois jogam no lixo) e assim seguem os sempre os mesmos recebendo as benécias enquanto os demais ficam a mercê do Deus dará.
DIREITOS IGUAIS (IV)

Portanto, passou da hora das nossas autoridades repensarem seus critérios de ajuda. De agora em diante não tem mais esta de assistencialismo unilateral. População é composta por todos. E todos tem direitos iguais. E daqui para frente temporais com ventos fortes, chuvas intensas, enchentes e até tornados ( tal qual ocorreu em Giruá) irão ocorrer. E com tudo isto, os prejuízos materiais serão inevitáveis. E não é justo que os critérios de ajuda continuem beneficiando os sempre os mesmos. Porque se assim for vou comprar uma barraca e vou morar na beira do rio. Ao menos terei a certeza que ganharei tudo, inclusive uma casa de 200 mil reais, né? Seria cômico, não fosse trágico. E tenho dito!!!
ARROIO COITINHO (I)

Lembro que na infância tomávamos banho e até peixe pegávamos no Arroio Coitinho. Era uma grande aventura. Daí uma empresa foi lá e o poluiu por completo. Além disto o esgoto e o lixo jogado por moradores o tornou um arroio sem vida e sem o brilho de outrora. Muito triste para quem, como eu, vivenciou o seu passado.
ARROIO COITINHO (II)
Não canso de repetir que evitar as enchentes não será possível. Cabe a Prefeitura procurar mitigar um pouco seus efeitos. E uma de suas ações seria o desassoreamento do Arroio Coitinho. Sabemos que este arroio contribui com boa parte das inundações na Vila Rica. Por isto a importância de realizar um trabalho bem feito no mesmo, inclusive o tornando mais profundo. Isto sim é possível e está ao alcance da Prefeitura. Aliás, até no passado(da minha infância) este trabalho era realizado constantemente pela Administração Municipal.
E NO MAIS
E para encerrar a Coluna de hoje, cumprimento mais uma vez a Prefeitura Municipal pelo excelente trabalho realizado diante do evento da última inundação. Fez plantão o tempo todo informando a população sobre o nível do rio, das previsões e até das providências que estavam sendo tomadas. Perfeito!! Merece o aplauso e o reconhecimento.



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