Vereador é preso em investigação de desvio de recursos para a saúde

Assessoria do vereador Giovane Byl alega injustiça e que ele é inocente - Crédito: CMPA

Um vereador foi preso preventivamente hoje, sexta-feira, em Porto Alegre, durante a Operação Cinesia, deflagrada pelo Ministério Público (MPRS) para apurar o desvio de mais de R$ 2 milhões repassados pelo Fundo Municipal de Saúde através de emenda impositiva. Foram presos o vereador Giovane Byl (Podemos), que é candidato a deputado estadual, mais um assessor, um advogado e um dirigente de uma organização da sociedade civil (OSC) que executava projetos financiados com recursos públicos.

No total foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, nove de buscas e apreensão e outras medidas cautelares em Porto Alegre e Imbé, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Brigada Militar. Conforme a investigação, parte dos valores das emendas parlamentares era retirada das contas vinculadas aos termos de fomento, transferida para contas de livre movimentação da organização e distribuída entre investigados, empresas e outros envolvidos.

A Câmara de Vereadores da capital, através do presidente Moisés Barboza, informou que seguirá prestando toda a colaboração necessária para a investigação. Já a assessoria do vereador manifestou indignação diante da prisão preventiva, alegando injustiça e falta de decisão definitiva sobre sua responsabilidade. De acordo com a defesa do parlamentar, ele é inocente, tendo destinado recursos para ações na área da saúde dentro das prerrogativas do mandato e com finalidade pública.

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