Operação 3D teve prisões em Montenegro e Portão

Uma operação da Polícia Civil prendeu 16 pessoas suspeitas de integrar um esquema clandestino de fabricação e comercialização de armas produzidas com o uso de impressoras 3D. A ação foi deflagrada na quarta-feira, dia 20, pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e cumpriu mandados em seis municípios do Rio Grande do Sul, entre eles Montenegro, Portão e Triunfo.
Além das três cidades, foram realizadas diligências em Canoas, Eldorado do Sul e São Leopoldo. Ao todo, a Operação 3D mobilizou 62 policiais civis, distribuídos em 12 viaturas. Os locais onde foram cumpridos os mandados de busca não foram divulgados.
Segundo o delegado Wesley Lopes, responsável pela investigação, um dos suspeitos foi preso em Montenegro. Conforme o policial, o investigado integrava a organização criminosa. Também houve uma prisão em Portão.
Um dos principais alvos da operação foi localizado e preso em Canoas. De acordo com a Polícia Civil, ele seria responsável pela fabricação dos armamentos. Vídeos encontrados nos celulares de investigados mostram testes e o funcionamento de armas produzidas por meio de impressoras 3D.
As investigações começaram após uma apreensão realizada em novembro de 2025, quando foram encontradas impressoras 3D e armas produzidas com a tecnologia. A partir do material apreendido, os policiais identificaram uma estrutura clandestina dedicada à fabricação e comercialização dos armamentos.
Ainda segundo a Polícia Civil, o grupo contava com integrantes que possuíam conhecimento técnico para produzir e montar as armas. Os investigadores também identificaram uma divisão de tarefas, estrutura logística para a circulação dos armamentos e a participação de pessoas que, mesmo presas, continuavam envolvidas na organização.
Mandados e apreensões
A Operação 3D cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão. A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigação do Narcotráfico (2ª DIN) e integra a Operação Desarme, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante as diligências, os policiais apreenderam um tijolo de maconha e outros materiais considerados de interesse para a investigação.
As ações continuam com o objetivo de localizar os investigados que permanecem foragidos, cumprir integralmente as medidas judiciais e apreender outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.



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