Suspeito confessa que assassinou casal com coronhadas em Brochier

A despedida de João Dormalino da Silva, de 82 anos, e Doraci Alves da Silva, de 79 anos, está prevista para a manhã desta sexta-feira, dia 20, com cerimônia na casa mortuária às 10h, seguida de sepultamento no Cemitério Católico de Brochier. O casal, que teve cinco filhas, deixa também irmãos, genros, netos, bisnetos e demais familiares e amigos.
A Polícia Civil segue investigando o duplo homicídio, tratado como latrocínio (matar para roubar), já que o suspeito preso, de 29 anos, roubou o automóvel Gol da família. Foi após ser avisada que um carro capotado e incendiado tinha sido encontrado na zona rural de Bom Jardim, na divisa de Brochier com Montenegro, que por volta de 10h da manhã a Brigada Militar foi até a casa do proprietário do veículo, na Rua José Guilherme Schneider. Os PMs encontraram a moradia arrombada e sobre a cama do quarto o casal já sem vida, com marcas de espancamento.
Segundo o delegado Alex Assmann, titular da Delegacia de Brochier, a mulher estava com as mãos amarradas. E o homem muito machucado. O suspeito, que seria inquilino da vítima e morava próximo do local do crime, foi preso pela Brigada Militar perto do local em que o automóvel Gol foi localizado. De acordo com a Polícia, João Dormalino já havia registrado uma ocorrência contra o inquilino, por ameaça. Os dois teriam uma desavença em razão de dívida de pagamento de aluguel, o que teria motivado o assassinato. A Polícia apurou que o suspeito estaria com três meses de aluguel atrasado, além de não pagar as contas de água e luz. Por isso o proprietário do imóvel teria cortado a luz e água, o que teria causado o desentendimento. Segundo o delegado, o suspeito já possuía vários antecedentes criminais e inclusive era ex-apenado.
A Brigada Militar prendeu o suspeito em um alojamento de trabalhadores de produção de carvão e corte de lenha. Por fugir para o mato, teria sofrido escoriações e foi encaminhado ao hospital. Após o atendimento médico foi levado para a Delegacia, onde prestou depoimento na presença de uma advogada. E depois foi recolhido ao sistema prisional. Segundo o delegado, no depoimento ele confessou o crime, informando que teria agredido o casal com coronhadas. A espingarda, que teria sido utilizada nas agressões, não foi localizada.
Brochier não registrava um homicídio há sete anos. O assassinato do casal causa grande comoção e revolta na comunidade.






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