Corpo é exumado para elucidar causa da morte de bebê

Esdra Ravi Palmeira Rodrigues tinha 6 meses de vida e mãe pede esclarecimentos sobre a causa da morte - Crédito: Álbum de família

A Polícia Civil solicitou e a Justiça autorizou a exumação do corpo do menino Esdra Ravi Palmeira Rodrigues. Nesta quinta-feira, dia 19, o corpo deixou o cemitério de Triunfo e foi levado ao Departamento Médico Legal (DML), em Porto Alegre, para a necropsia. A criança, de apenas 6 meses de vida, tinha sido sepultada na última terça-feira. Ele morreu na manhã do dia anterior, segunda-feira, por volta de 10h, no Hospital Santa Rita, em Triunfo.

Através da perícia, a Polícia busca elucidar a causa da morte do menino. Foi feito um registro policial, na Delegacia de Triunfo, de homicídio culposo, que é quando não tem a intenção de matar. A mãe, Andriele Palmeira Quevedo, de 22 anos, relatou que a criança estava com dores no ouvido, sendo realizado tratamento por duas semanas, obtendo melhora. Entretanto, no domingo diz que voltou a sentir dor e no dia seguinte o levou ao hospital. Ela diz ter percebido que no hospital o filho começou a ficar mais sonolento e a rouquidão do pulmão aumentou”. E aí cita que às 15h o médico lhe avisou que o menino havia falecido. No atestado de óbito cita que consta choque cardiogênico, insuficiência cardíaca e anemia.

A família pede por justiça é que os fatos sejam esclarecidos. “Meu filho não vai voltar, mas a justiça tem que ser feita para que outras mães não passem pelo que estou sentindo”, completa. Uma manifestação está prevista para a manhã do próximo sábado, 21, a partir das 8h30, com concentração em frente ao Posto de Saúde e caminhada até o hospital.

Nota do Hospital Santa Rita

Através de nota, a direção do Hospital de Caridade Santa Rita (HCSR) comunicou a instauração oficial de um processo de sindicância administrativa. Segundo o hospital, o objetivo é de apurar de forma rigorosa todos os fatos, processos e procedimentos relacionados ao atendimento prestado ao paciente Esdra Ravi Palmeira Rodrigues, em 16 de março, na unidade de emergência. A direção do HCSR assegura que a investigação será conduzida de maneira técnica, transparente e criteriosa. “A apuração contará com uma análise multidisciplinar detalhada, verificando a estrita observância de todos os protocolos assistenciais e normativas de saúde aplicáveis”, destaca a nota, informando que a sindicância tem prazo de dez dias para ser concluída, podendo ser prorrogado por igual período. E o hospital informa que encaminhará o relatório final da sindicância às autoridades e órgãos competentes.

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