Aranha-marrom pode ter causado morte de bebê

A morte de um bebê de apenas 8 meses segue causando grande repercussão e indignação em São Sebastião do Caí. Valentina Flores da Veiga morava com os pais no bairro Vila Rica. A suspeita é de que a criança tenha morrido em consequência de uma picada de aranha-marrom, bastante comum na região. E durante o atendimento médico, além do posto de saúde, teria passado por três hospitais: Sagrada Família (Caí), Portão e HM Regional. O sepultamento ocorreu na tarde do último domingo, no Cemitério Municipal de São Sebastião do Caí, em clima de comoção.
Em postagem nas redes sociais, a médica Brizaida Silot Ramirez Staudt, que atua no Caí, alertou sobre os acidentes envolvendo picadas de aranha, que podem ser de casos leves até mais graves. Destacou a importância do tratamento com soro, tanto nos casos moderados como nos graves. Também diz que devem ser feitos exames, além da internação. “É venenosa e mata”, alerta.
Os pais, Nicolas Flores da Silva e Emili Vitória da Veiga Walter, também pedem esclarecimentos e informaram que contrataram advogada para ingressar na justiça. De acordo com Nicolas, na certidão de óbito consta que picada de inseto teria sido a causa do falecimento. Por isso a suspeita de picada de aranha-marrom. Foi feito contato com os hospitais de São Sebastião do Caí e com HM, assim como com a secretária da saúde do Caí, Neiva Santos, mas não houve manifestação sobre o ocorrido.

– Crédito: Álbum de família
Alerta para aranha-marrom
O calor propicia a maior proliferação das aranhas marrons (Loxasceles Sp), muito comuns no Rio Grande do Sul. Nesta época, o cuidado com a prevenção de acidentes (picadas) deve ser redobrado. As aranhas marrons não são agressivas, picam apenas quando comprimidas contra o corpo. A picada não causa dor imediata. A dor pode surgir 12 a 24 horas depois, junto com ardência e escurecimento da pele. A ferida pode evoluir para necrose (destruição dos tecidos).
Caso não haja tratamento rápido, nos casos mais graves, o paciente pode vir a óbito. Os primeiros cuidados são o socorro imediato em um hospital, onde, dependendo da avaliação clínico-laboratorial, será feita a administração de antídoto (Soro Antiaracnídeo), que irá neutralizar o veneno e deixar de agir no organismo. No entanto, ainda é necessário tratar as consequências, como as feridas e necroses no local da picada. Mas se tratado adequadamente, são raras as complicações ou sequelas.
O acidente por aranha marrom é bastante comum no nosso meio e já foram relatados vários casos desse tipo de acidente no Vale do Caí. Esses aracnídeos têm hábitos noturnos, medindo aproximadamente 3cm de corpo e 3 cm de envergadura das patas. As aranhas marrons vivem principalmente dentro das casas, camufladas entre roupas, toalhas e lençóis, escondidas atrás de móveis e quadros, ou em sótãos, porões e garagens.
Dicas de prevenção:
– Manter a residência e os arredores sempre limpos;
– Afastar e limpar atrás dos móveis (camas, balcões, armários) e quadros;
– Sacudir as roupas antes de vestir;
– Evitar deixar roupas penduradas nas paredes;
– Manter as camas afastadas da parede;
– Sacudir lençóis e toalhas antes de usá-los.



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