Monitores de creche iniciam greve e Prefeitura se manifesta

Nesta quarta-feira houve manifestação na frente da Prefeitura de São Sebastião do Caí - Crédito: Reprodução

Um grupo de monitores da educação infantil de São Sebastião do Caí anunciou nesta quarta-feira, dia 22, o início de uma paralisação em nove escolas municipais. A categoria reivindica o cumprimento da lei federal que reconhece os monitores como profissionais do magistério, com direito a piso salarial dos professores. Também cobram melhores condições de trabalho. No início da manhã de quarta-feira o grupo se concentrou na frente da Prefeitura, portando cartazes e apitos, com apoio do Sindicato dos Municipários, que alega que para ser monitor é exigida a mesma formação de um professor, mas com jornadas e salários diferentes, pedindo mais valorização da classe e diálogo. Segundo eles, a greve não tem previsão para terminar, esperando avanço nas negociações. Conforme o Sindicato, uma reunião com a Prefeitura está prevista para esta quinta-feira, dia 23.

A Prefeitura de São Sebastião do Caí informou que está trabalhando para manter o atendimento na educação infantil diante da paralisação iniciada por parte dos monitores no dia 22 de abril. Segundo a Administração, a mobilização está relacionada à Lei nº 15.326/2026, mas não resolve a origem do problema. De acordo com a Prefeitura, a legislação foi criada sem a previsão de recursos para sua execução, gerando uma obrigação financeira que os municípios não têm condições de absorver. A Administração destaca que a lei ainda é objeto de discussões jurídicas quanto à sua aplicação e ao financiamento. Ainda assim, caso fosse aplicada integralmente, o impacto estimado para o Município ultrapassaria R$ 15 milhões por ano. A situação, conforme a nota, não é exclusiva de São Sebastião do Caí e se repete em todo o Estado e no país, sem que haja, até o momento, uma solução de financiamento definida. A Administração também afirmou que, por esse motivo, a paralisação não resolve a origem do problema, que não depende exclusivamente de decisão local.

O Município contestou ainda informações sobre ausência de diálogo. Segundo a Prefeitura, foram realizadas reuniões com a categoria nos dias 27 de janeiro e 23 de fevereiro, além de respostas formais e agendamento de novos encontros. O governo municipal afirma ter sido o primeiro da região a receber e dialogar com as monitoras, inclusive em encontro ampliado para apresentação dos impactos da legislação. A nota destaca que parte dos profissionais segue atuando normalmente e reforça que o objetivo é reduzir os impactos às famílias e manter o atendimento às crianças sempre que possível. Por fim, o Município faz um chamado aos profissionais para que, com responsabilidade e diálogo, avaliem o momento com serenidade. A Administração reforça que a paralisação, neste cenário, não contribui para a solução do problema e acaba ampliando os impactos sobre as famílias e sobre o próprio serviço público.

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