Advogados de Bolsonaro dizem que ele não teve acesso ao vídeo do filho

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não teve conhecimento prévio de uma gravação feita por seu filho, Eduardo Bolsonaro. A manifestação foi apresentada após o ministro Alexandre de Moraes conceder prazo de 24 horas para que o ex-presidente esclarecesse o suposto acesso a um vídeo durante o cumprimento de prisão domiciliar.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que enviaria ao pai a gravação de sua participação em um evento com políticos de direita nos Estados Unidos. No entanto, Jair Bolsonaro está proibido de utilizar celular ou acessar redes sociais — uma das condições impostas para a concessão da prisão domiciliar, autorizada em razão de problemas de saúde. O descumprimento das regras pode resultar na perda do benefício e no retorno ao regime fechado, no complexo penitenciário em Brasília.
Os advogados do ex-presidente sustentam que ele não teve qualquer participação no episódio e que cumpre integralmente as medidas impostas pela Justiça. O STF concedeu prisão domiciliar por 90 dias para que Bolsonaro se recupere de um quadro de broncopneumonia. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no âmbito da ação penal que apura a chamada trama golpista.



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