Renovação das promessas do batismo marca encerramento do Ano Santo

Ao fim da celebração, fiéis saíram para rua em procissão luminosa, num momento de muita emoção e devoção - Crédito: Diocese

Diz-se que todo o leigo e leiga batizados tem o compromisso, a missão, de levar adiante a mensagem que o próprio Jesus Cristo nos deixou. Buscando valorizar essa máxima, a missa solene de Encerramento do Ano Santo na Diocese de Montenegro marcou o fim do Jubileu da Esperança, mas também a renovação das promessas batismais, encarando cada um e todos os cristãos leigos como permanentes missionários de esperança.

A concentração na Catedral São João Batista iniciou por volta das 17h deste domingo, 28/11. Além de cantos que animavam e acolhiam quem chegava, testemunhos eram partilhados. Religiosos, como D. Paulo De Conto, bispo emérito da Diocese de Montenegro, e padre Carlos Vicente, e leigos dividiram as experiências vividas neste Ano Santo. Entre os leigos, a catequista Lani Schneider, que participou do Jubileu das Catequistas em Roma EltonAndressaSophia Sarah, uma das famílias da Paróquia Nossa Senhora das Graças, de Portão. Eles abraçaram a proposta da Paróquia de peregrinar por todas as comunidades ao longo de 2025.

Parte do clero diocesano, perfilado a João Batista, padroeiro da Diocese e àquele que batizou e anunciou o Cristo
– Crédito: Diocese

Em seguida, às 18h, a missa solene que seguiu o rito de Encerramento do Ano Santo. Após, uma procissão luminosa até a frente da Catedral marcou a benção de envio do bispo diocesano, Dom Carlos Romulo. “Somos gratos por todo o bem que recebemos e por podermos realizar todas as celebrações jubilares. Destaco o envolvimento, a participação e a alegria que esteve presente em todo esse ano da esperança”, pontua D. Carlos. Sua fala é como o resumo de um ano intenso de celebrações na Diocese. Desde a abertura do Ano Santo no final de 2024 até ontem, foram dez celebrações, que envolvem desde crianças a idoso, nos mais diversos segmentos da vida pastoral na Diocese de Montenegro.

O coordenador de Pastoralpadre Jonas Gomes, ainda reforça que a celebração de encerramento do Jubileu da Esperança trouxe à evidência o Sacramento do Batismo, aquele que funde em nós a esperança do Cristo Ressuscitado. “Insistimos pela presença dos catequistas de batismo nesta celebração. D. Carlos ainda enfatizou a vivência do Ano Santo como a renovação do Batismo e da própria Pastoral do Batismo nas paróquias”, detalha.

Na Diocese de Montenegro, já há alguns anos, a Pastoral do Batismo tem acompanhado de perto as famílias que desejam levar seus filhos a esse Sacramento. Mais do que um curso, como se falava, a busca é por encontro na própria casa das famílias, fazendo com que na celebração e batismo dessa nova vida que chega na família, pais, padrinhos e demais familiares renovem a esperança de cristãos batizados. É uma mudança na experiência de ser Igreja e seguir, como batizados, levando a mensagem do Cristo.

Ainda na celebração de encerramento do Ano Santo, outro símbolo nos reportou ao batismo: as velas. Tão logo a missa se encerrou, todos foram à vela do Ano Santo acender suas pequenas velas. Do presbitério da Catedral, em procissão, todos seguiram até a escadaria da praça que fica na frente da Igreja. Apesar de uma chuva que ameaçava engrossar, foi dali que D. Carlos concedeu a benção de envio ao povo da Diocese. As velas acesas, mais do que luz, simbolizam a esperança que deve seguir acessa e nossas vidas. Uma chama acesa no batismo e renovada a cada instante, nos recordando que todas e todos somos dignos de espalhar a mensagem de Cristo, unidos desde o batismo.

Como símbolo da renovação do Batismo, velas acesas em sinal de esperança
– Crédito: Diocese

D. Carlos resume o que viemos
Viver um Ano Santo é mais do que cumprir um protocolo ou determinação da Igreja. É fazer uma experiência de celebração e renovação da fé, e que nesse 2025 ainda foi pautado pelas reflexões acerca da Esperança. Ainda sobre o efeito da celebração de domingo, em viagem para visitar sua família, o bispo diocesano, Dom Carlos Romulo nos resumo o que foi, para ele, viver esse Ano Santo. Confira o depoimento>

“Como descrevo o dia de ontem [domingo, 28/12]? Foi um dia de agradecimento e de celebrar toda uma caminhada que foi o Ano Santo. Foi uma graça muito grande para a nossa diocese e também uma proposta de escolher, como centro pastoral deste ano, vivenciar o Ano Jubilar. Foi uma escolha positiva de animação para todas as nossas lideranças. Ontem, portanto, foi o dia de celebrar esse encerramento.

Nós não tínhamos maiores pretensões, por assim dizer, mas sabíamos pela experiência que as celebrações sempre superam as expectativas. Ontem, apesar de ser uma data entre o Natal e o Ano Novo — período de férias coletivas em que as pessoas aproveitam para descansar —, a Catedral São João Batista estava lotada. Foi um dia muito especial.

Dom Carlos Rômulo

O que significa o ato de encerramento do Ano Santo? Significa que, após vivenciarmos um ano jubilar, temos uma caminhada a seguir. Concluir o Ano Santo não é concluir no vazio; é ter vivido um júbilo ao celebrar o nascimento do Salvador: os 2025 anos do nascimento de Cristo. Esse nascimento faz sentido por causa da Páscoa — a morte e ressurreição de Cristo — e simboliza a nossa missão.

Significa, ainda, que encontramos Cristo e agora temos um propósito: ser discípulo é ser missionário. Por isso, fizemos o gesto de acender as velas como peregrinos da esperança, para fortalecer a missão da Pastoral do Batismo. Essa é uma experiência missionária que temos e que serve como um grande instrumento para encontrar diversas realidades. As pessoas que nos buscam, procuram a nossa comunidade e nós precisamos responder não apenas como uma demanda de serviço, mas como uma oportunidade de evangelização.

A esperança não decepciona. Mas não é uma esperança vaga; a esperança dos cristãos é com base em uma pessoa: Jesus Cristo. É Ele quem não nos decepciona, tanto nos momentos bons quanto nos de fragilidade e fraqueza – Dom Carlos Romulo

Esta foi a primeira vez que tive a oportunidade de vivenciar o Ano Santo como bispo. Senti-me muito apoiado por uma bela equipe. A coordenação de pastoral, sob o comando do padre Jonas, e todos os grupos que se sucederam ao longo das celebrações jubilares nos deram muita segurança. Um grande aprendizado que ficou foi sobre a importância de ter alguém para coordenar, dialogar e integrar os diversos grupos. Não fizemos cada celebração como um grupo isolado; havia alguém que costurava pastoral e liturgicamente todos os momentos. Isso foi extremamente positivo.

Como mensagem de encerramento para o povo da Diocese de Montenegro, digo: a esperança não decepciona. Mas não é uma esperança vaga; a esperança dos cristãos é com base em uma pessoa: Jesus Cristo. É Ele quem não nos decepciona, tanto nos momentos bons quanto nos de fragilidade e fraqueza. É sempre Cristo quem vence, pois Ele venceu o pecado e a morte na cruz.

Ao confiar nossa vida, ministério, missão e apostolado a Jesus Cristo, sempre teremos motivos para nos alegrar. Que, ao celebrarmos os 2025 anos do nascimento de Nosso Senhor, a nossa Diocese de Montenegro continue com alegria a sua missão de evangelizar e testemunhar o Evangelho às novas gerações”.

 

Fonte e fotos: Diocese de Montenegro

0 Comentários

Deixe um Comentário

18 − três =

Login

Welcome! Login in to your account

Remember me Lost your password?

Lost Password