Quadrilha vendia imóveis de pessoas mortas

Operação desarticulou um grupo criminoso especializado em falsificar documentos para vender imóveis e terrenos de pessoas mortas - Crédito: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado em falsificar documentos para vender imóveis e terrenos de pessoas mortas. Até um imóvel pertencente a um padre foi usado pelos criminosos em uma falsa negociação.

A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, com o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão preventiva nas cidades de Novo Hamburgo, Estância Velha e Porto Alegre, no Vale do Sinos e Região Metropolitana.

A investigação aponta que o esquema criminoso causou um prejuízo superior a R$ 2 milhões. Em apenas um dos casos mapeados, um terreno localizado na Rua Rincão, em Novo Hamburgo, foi revendido mais de uma vez pelos golpistas, gerando um prejuízo isolado de mais de R$ 400 mil.

Modus Operandi: A quadrilha possuía uma divisão clara de tarefas. Eles localizavam propriedades que pertenciam a pessoas já falecidas, falsificavam as escrituras e documentos de identidade e colocavam os bens à venda no mercado imobiliário de forma fraudulenta.

Quatro suspeitos foram presos pelos cerca de 30 agentes que participaram da ação. O principal articulador do esquema, um homem de 39 anos, foi capturado em um sítio em Estância Velha juntamente com sua esposa.

Falsas Identidades: Com outro integrante do grupo, os policiais apreenderam uma carteira falsa de oficial de Justiça, usada para dar aparência de legalidade e autoridade às negociações e invasões dos imóveis.

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