Crédito: Tiago Bald/Emater

Diversos municípios do Vale do Caí tem atuação na piscicultura. Para quem mantém essa atividade em sua propriedade rural, o período mais esperado do ano é a Semana Santa, quando ocorrem feiras populares e também remessas de pescado para redes de supermercados.

Contudo, em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Emater/RS-Ascar, em ação que conta com parceria da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), alerta para que os piscicultores adotem uma série de medidas preventivas. Sobretudo, o órgão alerta que ações seguidas em outros ramos de atividades também deverão ser seguidos.

“A orientação, na realidade, é para que não ocorram as feiras, mas, ocorrendo, deve ser dada a preferência para a venda fracionada na taipa, por encomenda ou com o envolvimento de um pequeno número de pessoas por dia”, salienta o zootecnista e extensionista da Emater/RS-Ascar João Sampaio

Outra ideia é a retirada de poucos peixes a cada dia, sem secar os açudes, mantendo a produção em função da estiagem que está ocorrendo. “Sabemos que os piscicultores necessitam vender, ainda mais em um período em que muito provavelmente haverá redução de consumo, mas devemos ter toda a atenção na organização de cada feira”, acrescenta.

Na impossibilidade de evitar a condução de uma feira, a partir da determinação do Município, a Emater/RS-Ascar tem as seguintes orientações: Atender consumidores individualmente; Buscar a distância mínima de dois metros entre as pessoas; Solicitar aos consumidores que evitem aglomerações; Realizar as feiras em locais abertos e ventilados; Manter contato com a Secretaria de Saúde do município, buscando contribuir nas orientações aos consumidores sobre cuidados em relação ao coronavírus; Usar luvas e até máscara, realizando a sua desinfecção com água e sabão ou álcool gel a cada cliente atendido; E, disponibilizar álcool gel para todos os participantes.

 

A Emater/RS-Ascar lembra que cada feira ocorrerá, ou não, a partir de determinações das prefeituras dos municípios envolvidos, com o apoio da Inspetoria Veterinária, que realizará atendimento virtual, emitindo Guia de Transporte Animal (GTA) por meio do talão do produtor. “A intenção é dar segurança para quem produz e para quem consome, atuando em consonância com aquilo que determinam os órgãos oficiais”, finaliza Sampaio.

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