Crédito: Ricardo Duarte/Site do Inter

Num Chile sacudido por um colapso político e social, o Inter começa sua caminhada rumo à fase de grupos da Libertadores. O adversário é velho conhecido. O Universidad do Chile, apesar da boa vitória pelo campeonato nacional local no final de semana, irá a campo sob a desconfiança de seus torcedores.

O Inter também não está afinado, mas, gradativamente, vai mostrando mudanças de perfil, estando mais vocacionado ao ataque do que nas mais recentes temporadas. Cedo, óbvio, para se exigir muito do time de Eduardo Coudet. É início de trabalho, ainda. Mas de cara já há um confronto que pode valer o ano.

Preocupam neste início de temporada as falhas defensivas na bola aérea. Ainda que os excelentes Moledo e Cuesta sigam à frente da defesa vermelha, algo não está saindo conforme o planejado. E os ajustes são necessários para já.

Nos bastidores, o Inter segue atrás de mais opções para o ataque. Um legítimo centroavante deve chegar ao Beira-Rio, visto que Paolo Guerrero deverá ser ausência frequentes em razão dos muitos compromissos com a Seleção do Peru.

Desconfiança e esperança

Sentimentos distintos se misturam entre os gremistas. Ousadas (e arriscadas) as apostas em Diego Souza e Tiago Neves. A qualidade de ambos é indiscutível. Já jogaram muito. Diego, pelo próprio Grêmio, lá no distante ano de 2007.

As últimas temporadas, contudo, deixam em dúvida se os dois ainda têm ambições no futebol. Um saiu sem deixar saudades no Botafogo. O outro, foi corrido do rebaixado Cruzeiro.

O Grêmio, sem dúvida, proporciona uma estrutura e, sobretudo, um ambiente de trabalho bem melhor. Renato já andou “recuperando” alguns jogadores. Verdade que com André e Tardeli não deu certo, mas o presidente Romildo Bolzan bancou a aposta.

Interessados, são reforços de luxo. Desinteressados, problemas daqueles para o vestiário e os cofres do clube.

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