Comunidade acompanhou a sessão na noite de ontem - Crédito: Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Feliz rejeitou a nova tentativa da Prefeitura de conceder vale-alimentação aos secretários municipais. Na primeira sessão de 2019, realizada na noite de ontem, terça-feira, dia 22, doze projetos estavam na pauta. Contudo, o projeto que mais chamava a atenção da comunidade era a mudança proposta pelo Poder Executivo para que os secretários municipais passassem a receber vale-alimentação. A mesma proposta já havia sido enviada pela Prefeitura em 2017 e foi rejeitada pelos vereadores. E agora dois anos depois, a proposta foi novamente rejeitada pela Câmara, desta vez por 7 votos a 1.

Fundamental para a decisão, foi o papel do relator do projeto Leonardo Mayrer, que se posicionou de maneira contrária a concessão do benefício, visto as condições econômicas enfrentadas por todos os entes federativos, estaduais e municipais e lamentou o encaminhamento da matéria menos de dois anos após ter sido rejeitada. “Há dois anos esta proposta foi rejeitada com meu voto de minerva, pois eu estava presidente da Casa. Gerou grande desgaste aquela situação. Aí quando pensamos que está encerrado recebemos novamente esta demanda. Gostaria de saber de quem foi a iniciativa, se da Administração ou os secretários pressionaram para que se fizesse isso. E novamente há o desgaste entre a classe política e a comunidade, que não precisaria estar acontecendo”, declarou Mayrer.

Outros projetos

Rejeitada a concessão de vale-alimentação, outros 11 projetos receberam aprovação unanime dos vereadores. Foram aprovados a concessão da revisão anual, de 3,75%, aos servidores municipais, servidores da Câmara de Vereadores, secretários municipais e ocupantes de cargos eletivos; o aumento do valor do Vale-alimentação aos servidores do Município e da Câmara de Vereadores; o aumento da remuneração do cargo de Coordenador da Defesa Civil; a contratação de quatro agentes da Defesa Civil; a contratação de uma auxiliar de Educação Infantil; alterações na lei do Transporte Escolar e na lei que cria o Distrito Industrial Cresce Feliz; e a regulamentação da não incidência de IPTU em determinados casos (esta última com emendas apresentadas pelo vereador Junior Freiberger).

 

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