Câmara de Tupandi, que funciona no próprio prédio da Prefeitura, gastou apenas 1,12% do orçamento do município - Arquivo/FN

Pela oitava vez, a Câmara de Vereadores de Tupandi é a mais econômica do Vale do Caí. O levantamento foi divulgado na edição de hoje do jornal ABC Domingo, do Grupo Sinos. A pesquisa do ABC inclui 50 municípios de sua área de abrangência, com cidades das regiões dos Vales do Caí, Sinos, Paranhana, litoral e Serra. Entre os 50 municípios Tupandi só ficou atrás de Ivoti. A Câmara de Tupandi gastou R$ 314.441,34 no ano passado, o que representa 1,12% do orçamento do município que foi de R$ 28 milhões. O índice de gasto é o mesmo do ano anterior (2017), o que mostra que continua sendo econômica. A Câmara de Ivoti, que foi a campeão de economia entre os 50 municípios pesquisados pelo ABC, gastou apenas 1% da receita do município. Portanto, faltou muito pouco para Tupandi figurar no topo da lista de campeã de economia no legislativo.

O levantamento utiliza dados sobre orçamentos do município e do legislativo que são coletados do site do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O ranking é elaborado levando-se em conta o gasto total da Câmara em relação ao orçamento do município, com o cruzamento entre a receita da Prefeitura em 2018 com os gastos totais da Câmara. Mesmo que alguns municípios do Vale do Caí não tenham sido incluídos na pesquisa, serve como mostra da economicidade ou não da maioria dos legislativos municipais da região.

De acordo com o presidente da Câmara de Tupandi em 2018, Alceu José Schneider, que neste ano licenciou-se para ocupar o cargo de secretário municipal da agricultura e meio ambiente, o legislativo não tem gastos com telefones funcionais, assessores e nem carro oficial. A Câmara também não gasta com aluguel, água e luz, pois funciona em um anexo da Prefeitura. O salário do vereador é de apenas R$ 1.735,19, um dos mais baixos da região. E mesmo podendo gastar em diárias, Alceu diz que os vereadores não utilizam. Ele entende que não é preciso sair do município e da região para fazer cursos ou viagens, pois considera que existem opções disponíveis no próprio Vale do Caí.

Além de Tupandi, destaque para outras Câmaras que ficaram entre as 10 mais econômicas na região, como de São José do Hortêncio, Harmonia, Linha Nova, Feliz, São Sebastião do Caí, Montenegro, Bom Princípio, Salvador do Sul e Alto Feliz. Os menores salários para vereadores estão em Hortêncio (R$ 1.112,91), Linha Nova (R$ 1.171,88) e Alto Feliz (R$ 1.113,58).

Capela em último

Na parte inferior da tabela ficou a Câmara de Capela de Santana, o que não é novidade. Gastou o total de R$ 1.043.066,19 em 2018, o que representa 5,38% do orçamento do município (R$ 19,3 milhões). Entre os 50 municípios pesquisados pelo jornal ABC, ficou na antepenúltima colocação. Comparando com o ano anterior (2017), as despesas reduziram em cerca de R$ 105 mil, mas o orçamento do município pouco cresceu. O salário do vereador manteve-se em R$ 3.256 e o número de funcionários da Câmara aumentou de 5 para 6.

O presidente do legislativo em 2018, Gilberto André Machado, justificou os gastos com o investimento de R$ 287,623 nas obras da nova sede da Câmara. Mesmo assim, admite que deve haver uma maior economia. No ano passado, vereadores e funcionários gastaram R$ 10.590 com diárias. Entre os 50 municípios pesquisados pelo ABC, Capela de Santana ficou em antepenúltimo lugar, só sendo superando em gastos por dois municípios do litoral: Tramandaí e Imbé.

 

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