Advogado de defesa diz que avisou a comissão que tinha audiência na quarta-feira e pediu adiamento do horário de leitura do parecer, mas não foi atendido - Crédito: ACOM/Câmara

Na tarde desta quarta-feira, 4 de março, na sala de reuniões da Câmara de Vereadores, o relator Joel Kerber (Progressistas), com base na análise da defesa e acusação, proferiu seu parecer pela continuidade do processo de impeachment que apura supostas irregularidades cometidas pelo prefeito Kadu Müller (Progressistas), apresentadas na Câmara, pela denunciante Letícia Silva. A Comissão Processante, composta pela vereadora Josi Paz (PSB), que é a presidente, Joel Kerber  de relator e mais Felipe Kinn (MDB), aprovou o relatório por unanimidade.

O advogado da denunciante, doutor Alexandre Alves acompanhou os trabalhos. Já o advogado do prefeito informou que teria uma audiência que o impossibilitou de estar presente. Ambas as partes foram convocadas.

Joel entende que não há provas de indícios de pagamento de propina aos acusados por parte da empresa responsável pela coleta de lixo no município. “Os extratos bancários mostram que a denunciante recebeu valores da empresa e sacou, mas não comprovam o destino do dinheiro”, diz. Mesmo assim não deu parecer pelo arquivamento e sim pela continuidade do processo, entendendo que deve ter transparência através da tomada de depoimentos e análise do material, como gravações em vídeo e whats. Já o vereador Felipe Kinn contesta o parecer, entendendo que há indícios de irregularidades.

A vereadora Josi, em conjunto com os demais colegas que integram a comissão, ficou reunida para definir o cronograma de trabalho. Além da denunciante e do prefeito, devem ser ouvidas cerca de vinte testemunhas, já que o limite é de 10 para cada parte. A comissão tem 60 dias para concluir os trabalhos e depois o relatório será votado pelos vereadores no plenário da Câmara, sendo necessários 7 votos (dois terços) favoráveis para a cassação. Se não atingir este número, o processo é arquivado, como aconteceu com quatro pedidos anteriores contra o atual prefeito. Montenegro já teve dois prefeitos cassados por impeachment. Paulo Azeredo (PDT) foi afastado em 2015, quando assumiu seu vice Luiz Américo Alves Aldana (PSB). Depois Aldana foi cassado e em 2017 assumiu seu vice e atual prefeito Carlos Eduardo Müller.

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