Lourdes Francisco retornou na quinta-feira – Reprodução/FN

A vereadora Maria Lourdes Francisco (PDT), que é também a primeira-dama de Pareci Novo, estava afastada da Câmara Municipal desde agosto do ano passado. Ela retornou na última quinta-feira, dia 7, após um tempo de licença médica. Neste período tinha assumido o suplente Ilson Inácio Both, o Xerife, também do PDT.

Vereador Edson Müller é o presidente da comissão processante
– Reprodução/FN

Foi à primeira sessão ordinária deste ano. Antes tinha ocorrido apenas uma sessão extraordinária. Na sessão, sob o comando da nova mesa diretora comandada pela vereadora Adriane Colling Kinzel (PTB), e que marcou a volta de Lourdes ao legislativo, ocorreram várias manifestações de vereadores, incluindo a própria primeira-dama e parlamentares de oposição. Na mesma noite foi aprovado por 5 votos a 4 a instalação de uma comissão processante para analisar a possibilidade de cassar ou não o mandato da vereadora Lourdes. O vereador Edson Müller (PTB) foi escolhido como presidente da comissão. Já Paulinho Reisdorfer (PDT) é o relator. E Francisco Mendel (MDB) é o outro integrante.

Motivo do afastamento

Lourdes apresentou atestado médico, meio ano atrás, após confessar à Polícia ter causado danos numa casa do então presidente da Câmara, Francisco Mendel (MDB), como incêndio no forro e estragos em vidros, janelas, contador de luz e churrasqueira. Como já era o quinto atentado na casa de Francisco, na localidade de Despique, ele instalou câmeras de vídeo. E as gravações, neste último, flagraram Lourdes provocando o incêndio. Ela admitiu também ter causado danos na casa da própria sogra, mãe do prefeito Oregino Francisco, onde quebrou paredes, churrasqueira e telhado, além de incendiar a porta da garagem e uma máquina de cortar grama. Conforme apurou a Polícia, utilizou uma marreta e gasolina. Foi indiciada e responde processo por dano qualificado com uso de substância inflamável e prejuízo considerável à vítima.

As manifestações

O vereador Edson, presidente da comissão processante, se disse surpreso com o retorno de Lourdes à Câmara. “Eu cheguei a duvidar que isso fosse acontecer. Por coerência, achei que abandonaria o seu mandato”, declarou. Disse que a comissão vai ouvir os vereadores Lourdes e Francisco, além de testemunhas e buscar provas para o relatório. “Vamos dar oportunidade de defesa e ver o que aconteceu. E depois decidir se será cassado ou não o mandato da vereadora”, declarou.

Em sua manifestação, Lourdes disse que não merece ser chamada de criminosa. “Sou uma doente. No momento do ato eu estava muito doente. Sou a Lourdes do bem”, declarou, pedindo desculpas pelo ocorrido. Lembra que foi internada e continua em tratamento com psiquiatra e psicólogo. “Voltei e vou fazer o meu trabalho pelo bem da comunidade. Vou responder o processo com a verdade. Trabalhei doze anos com a terceira idade, com bailes. Tudo vai se resolver da melhor maneira possível”, declarou, durante a sessão.

A comissão processante tem 90 dias para concluir o relatório. Após será votado entre sete dos nove vereadores se Lourdes será cassada ou não. A primeira-dama e o vereador Francisco, por serem diretamente interessados, não devem participar da votação. É preciso dois terços dos votos, ou seja, seis vereadores favoráveis, para que ocorra a cassação. Atualmente são cinco vereadores de oposição e quatro de situação.

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