Imagem ilustrativa - TSE/Reprodução

Os dois últimos prefeitos eleitos no maior município do Vale do Caí não terminaram seus mandatos. Em maio de 2015 Paulo Azeredo (PDT) teve seu mandato cassado pela Câmara de Vereadores. E em setembro de 2017 foi a vez de Luiz Américo Alves Aldana (PSB), que antes era vice de Azeredo e que foi eleito em 2016, ser também afastado em processo de impeachment. Desde então quem governa Montenegro é Carlos Eduardo Müller, o “Kadu”, que era vice de Aldana.

Atual prefeito Kadu Müller é pré-candidato à reeleição pelo PP
– Arquivo/FN

Em fevereiro do ano passado, Kadu, que estava no Solidariedade, assinou ficha no PP. O atual prefeito virou pré-candidato natural à reeleição pelo Progressistas nas eleições deste ano. “O único nome hoje de pré-candidato é o do nosso prefeito Kadu Müller”, confirma o atual presidente do PP e secretário municipal gestão e planejamento, Ronaldo Buss. Sobre quem vai compor com o PP e pode indicar o nome do vice, Buss considera que ainda é cedo. Um partido aliado é o PSB, que tem a maior bancada na Câmara, com três vereadores, dos quais dois apoiam Kadu. E a mais votada para a Câmara em 2016, Josi Paz, é uma das mais cotadas para ser a vice. Ela já concorreu a vice na chapa que era encabeçada por Marcelo Cardona (PP) em 2012, a qual perdeu para Paulo Azeredo por apenas 56 votos (0,19%) e dois anos depois foi a mais votada de Montenegro para deputada estadual.

Paulo Azeredo, que sofreu impeachment em 2015, quer voltar a concorrer
– Arquivo/FN

Dois ex-prefeitos também são pré-candidatos à Prefeitura. Paulo Azeredo segue sendo o nome mais forte do PDT. Deputado estadual por cinco mandatos, além de ter sido secretário de obras do Estado, prefeito e vereador, Azeredo admite que pode voltar a concorrer neste ano e garante que está apto para disputar a eleição, não tendo mais pendências com a Justiça Eleitoral. Tanto que chegou a assumir por 16 dias como vereador, no ano passado, já que é suplente no PDT. Além de Azeredo, outro nome sempre forte no PDT é o de sua irmã, Iolanda Azeredo Hofstatter, que foi vereadora, candidata a deputada federal e duas vezes disputou a Prefeitura.

Percival, que já foi duas vezes prefeito, agora quer concorrer pelo Republicanos
– Crédito: Reprodução/FN

Também ex-prefeito, Percival Oliveira ingressou no Republicanos (antigo PRB), em agosto do ano passado. Com dois mandatos como prefeito (2005/2008 e 2009/2012), além de três vezes vereador, Percival já se colocou à disposição para voltar a concorrer. Em 2016 ele chegou a disputar pelo PTB, ficando na quarta colocação, mas diz que foi prejudicado porque sua candidatura só foi liberada na véspera da eleição. Agora garante que não tem qualquer impedimento, pois foi inocentado e está livre para concorrer. Atualmente trabalha  como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa.

Gustavo Zanatta deixou o PP e agora é pré-candidato pelo PTB
– Reprodução/FN

Quem também disputou a eleição passada e pretende voltar a concorrer é o ex-vereador Gustavo Zanatta. Após disputar a Prefeitura em 2016 pelo PP, quando ficou em terceiro lugar, em junho do ano passado Zanatta entrou no PTB. Recebeu não só o apoio das lideranças do partido, como os vereadores Juarez Silva e Neri Pena (Cabelo), como também do MDB. Durante a assinatura da ficha foi muito comentado sobre a possibilidade de coligação, com o MDB podendo indicar o vice, sendo o nome do vereador Cristiano Von Rosenthal Braatz o mais comentado. Cristiano é filho do ex-vereador e ex-vice-prefeito Roberto Braatz, que foi o candidato do MDB a prefeito na última eleição, quando ficou em segundo lugar. Roberto Braatz deixou o MDB e não manifestou mais desejo de concorrer. Outro nome cogitado no partido é o do médico Waldir Kleber, que foi candidato a deputado estadual em 2018. Entretanto, segundo o vereador Felipe Kinn Menezes, Kleber já manifestou que não pretende concorrer.

Marcio Menezes é pré-candidato pelo PSDB
– Reprodução/FN

Ex-secretário municipal e atualmente assessor especial do Departamento de Turismo do Governo do Estado, Márcio Menezes também se apresenta como pré-candidato à Prefeitura de Montenegro. Ele já tinha sido cogitado para concorrer em 2012, quando ainda estava no PDT e agora confirmou que é pré-candidato.

 

 

 

Portanto, cinco nomes já se apresentam como pré-candidatos à Prefeitura de Montenegro. Na última eleição municipal, em 2016, seis candidatos concorreram, um recorde na história do município. Outros nomes ainda poderão surgir. E também mais partidos podem participar do pleito.

O PT, que já teve representantes na Câmara Municipal, pode voltar a disputar a Prefeitura. O ex-vereador Ricardo Kraemer, que foi reeleito presidente do partido, diz que foi criado um grupo de trabalho visando construir a chapa de candidatos a vereador e também para o Executivo. “Temos sete pré-candidatos confirmados”, disse, preferindo não citar nomes de possíveis concorrentes à Prefeitura. Cita que o PT busca aproximação com partidos  do campo popular mais a esquerda, como PC do B, PDT e PSB.

O PSL, que era o partido do presidente Jair Bolsonaro, também já manifestou interesse em participar da eleição. E mudanças podem ocorrer nos próximos meses. Deverá ter um período de 30 dias, em março, na chamada janela partidária, em que vereadores poderão trocar de partido sem o risco de perder o mandato.  O vereador Talis Ferreira, por exemplo, eleito pelo PR na coligação com o PDT, já manifestou que deverá ingressar no PP.

O certo é que iniciou o calendário eleitoral de 2020 e também a corrida para o Palácio Rio Branco. Além da Prefeitura, terá eleição também para a Câmara de Vereadores. Quem pretende concorrer neste ano tem que estar filiado ou trocar de partido até 4 de abril, seis meses antes da eleição. Já as convenções, que vão definir os candidatos a prefeito, vice e vereadores, vão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. O período de campanha eleitoral será novamente mais curto, a partir de 16 de agosto. E em 4 de outubro Montenegro elege prefeito, vice e dez vereadores.

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