São Vendelino é o melhor município do Vale do Caí no acesso à educação infantil. Ele ocupa o 5º lugar no Estado, seguido de Pareci Novo (7º), Tupandi (13º), Feliz (16º), Harmonia (26º) e Bom Princípio (38º). O Vale do Caí mais uma vez ocupa posição de destaque entre os municípios que mais garantiram o direito à educação infantil para crianças de zero a 5 anos.

Os dados foram apurados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que divulgou a 9ª edição da Radiografia da Educação Infantil no Rio Grande do Sul, referente aos anos de 2016 e 2017. Muitos municípios da região estão inclusive com mais vagas do que crianças. Por isso não apresentaram a necessidade de criação de vagas ao longo de 2017, pois atenderam toda a demanda de zero a 5 anos. O TCE destaca que houve um crescimento na oferta de vagas. O Estado também cresceu bastante quanto ao atendimento na educação infantil. Em 2008 o Rio Grande do Sul ocupava a 19ª posição e agora pulou para o 4º lugar.

Em alguns municípios a oferta de vagas ainda está bem abaixo da demanda. É o caso de Capela de Santana, que ocupa a 415ª posição entre os 497 municípios gaúchos, oferecendo apenas 23,50%  entre zero a 3 anos, e 73,99% de 4 a 5 anos. A maior dificuldade dos municípios é justamente atender as crianças menores. É onde mais faltam vagas nas chamadas creches.

Pequeno Paraíso

A primeira colocação de São Vendelino na região e 5ª no Estado não é novidade. A ex-prefeito Marli Oppermann Weisheimer, que é a atual secretária interina da educação e responde também pelo Planejamento, lembra que desde 2013 o município lidera o ranking no Vale do Caí e sempre figura entre os cinco primeiros no Rio Grande do Sul. Por dois anos, em 2014 e 2015, quando Marli era prefeita, foi inclusive o primeiro colocado.

São Vendelino obteve a melhor colocação na região e é o 5º no Estado
Prefeitura/Divulgação

O município tem duas escolas de educação infantil e atende 152 crianças. Não tem fila de espera. Pelo contrário, Marli diz que são atendidas inclusive crianças de municípios próximos, como Carlos Barbosa e Bom Princípio. O investimento na educação é de cerca de 30% do orçamento. E mesmo atendendo toda a demanda, novos investimentos estão previstos. Tanto que foi adquirido  um novo terreno e já existem dois projetos para a ampliação de vagas.

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