As duas rodovias que cortam o Vale do Caí estão atualmente sob responsabilidade da EGR, que deve ser extinta - Arquivo/FN

O governo gaúcho encaminhará ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), estruturação de projetos para concessões de pelo menos cinco estradas que atualmente estão sob administração estatal.

No Chile, onde está em viagem para a busca de investimentos numa missão da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o governador Eduardo Leite informou que estradas sob a gestão da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) deverão passar a ser administradas pela iniciativa privada. O pacote inclui a RS 122, que no Vale do Caí corta Bom Princípio, São Sebastião do Caí e São Vendelino. Também inclui a RS 240, que atravessa Montenegro e Capela de Santana. As duas são mantidas  através de recursos da arrecadação do pedágio de Portão. Outras rodovias que devem entrar no pacote de concessões são RS 239, RS 235 e RS 115.

Atualmente, mesmo arrecadando o dinheiro do pedágio, a EGR tem feito poucas melhorias nas rodovias. O governador Eduardo Leite já defendeu a extinção da EGR, propondo que as rodovias passassem para a iniciativa privada. Foi inclusive uma de suas propostas de campanha. No Chile ele expôs a pretensão do governo a um grupo de empresários e representantes da administração pública chilena com o objetivo de atrair interessados para a concorrência. A informação também foi publicada em folder distribuído no encontro, que ocorreu na sede da Sociedade de Fomento Fabril do Chile (Sofofa), em Santiago. De acordo com o secretário dos Transportes, Juvir Costella, o BNDES funcionará como um intermediário entre o governo e investidores, atuando na busca por recursos, interessados e financiamentos.

O governo ainda estuda incluir outras rodovias no pacote de concessões. Uma delas é a RSC 287, mas não se tem certeza se incluiria o trecho de 7 quilômetros assumido pela EGR desde dezembro de 2017 na parte urbana de Montenegro. É um trecho que tem sido alvo de muitas reclamações dos moradores e motoristas, não só devido ao estado precário da pavimentação, mas também pela falta de segurança na travessia, principalmente entre os bairros Panorama e Santo Antônio. Um projeto está sendo elaborado pela EGR, com recursos da Prefeitura, para a construção de rótulas e vias laterais. Com a possibilidade de extinção da EGR, ainda não se sabe qual será o futuro da parte montenegrina da RSC 287.

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