Queda de postes de madeira e demora para o atendimento após temporais estão entre as maiores reclamações - Arquivo/FN

Os prefeitos e lideranças dos 19 municípios do Vale do Caí terão uma reunião no próximo dia 26 de fevereiro, uma terça-feira, às 14h, no Procon Estadual, em Porto Alegre. Eles estarão no órgão de proteção e defesa do consumidor para tratar do grave problema relacionado com as constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica na região. A situação foi agravada com os freqüentes temporais, quando vários pontos do Vale do Caí ficaram várias horas e até dias sem luz, ocasionando transtornos e prejuízos. A situação foi ainda pior devido ao intenso calor, causando sofrimento em crianças, idosos e pessoas doentes, além de prejuízos financeiros em empresas, propriedades e para inúmeros moradores. Em localidades do interior a situação é ainda mais grave devido às constantes quedas de árvores e galhos na rede de energia. Também muitos postes de madeira, podres, têm caído. A demora da RGE em realizar os consertos necessários e a troca de postes tem causado muita revolta.

Alguns municípios, através de entidades e do poder público, já ingressaram com ações junto ao Ministério Público, inclusive entregando abaixo-assinados. Isso foi feito, por exemplo, em Bom Princípio e Tupandi. Também foram feitos vários contatos com a Agência nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas os problemas continuam. No temporal da última segunda-feira, dia 11, o problema se repetiu e vários locais ficaram sem luz por muito tempo. E as reclamações não são só com relação aos consertos e manutenção da rede de energia. Também no atendimento aos clientes. No ano passado a RGE fechou o escritório regional que mantinha em Montenegro e o atendimento passou a ser junto a uma loja de materiais elétricos na rua Ramiro Barcelos. A reclamação é que devido aos poucos funcionários o atendimento é demorado e se formam filas.

A RGE alega que tem procurado atender as demandas da região, incluindo um cronograma de troca de postes e a realização dos consertos necessários. Sobre o atendimento presencial na loja em Montenegro, garante que é adequado e que a maioria dos serviços buscados podem ser acessados por telefone e pela internet.

Conforme o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) do Vale do Caí, Alzir Bach, são muitas as reclamações. Ele ressalta que muitas vezes procedimentos simples, como de facões que caem nos transformadores, deixam várias pessoas, empresas e propriedades sem luz por muito tempo. Por isso os prefeitos e lideranças estão pedindo providências. A reunião deverá contar com representantes da diretoria da RGE. Sobre os postes, pelo menos um terço na região ainda seria de madeira. Em alguns municípios da região, como Brochier e Capela de Santana, o número de postes de madeira ainda é superior aos de concreto. E quanto ao local de atendimento, Alzir lamenta que tenha sido centralizado no Vale do Sinos, em São Leopoldo.

Prazo e multa

O Procon pediu para que os representantes dos municípios levem junto um relatório dos problemas enfrentados. A Associação dos Municípios do Vale do Caí (AMVARC) já realizou uma reunião sobre a situação e na ocasião fez os encaminhamentos à Concessionária de Energia Elétrica. Entretanto, os problemas continuam. Por isso está se buscando uma solução junto ao Procon Estadual.

A expectativa é de que seja dado um prazo de dez dias para a RGE tomar providências. Também devem ser definidos valores de multas caso os problemas persistam.

Situação semelhante ocorre quanto à telefonia. Também foi solicitada a intermediação do Procon para cobrar soluções junto as operadoras de telefonia celular, já que existe muita dificuldade de sinal em vários pontos da região.

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