Um total de 14 municípios do Vale do Caí recorreram para não entrar na bandeira vermelha, mas não houve reversão - Crédito: Governo do Estado

Após uma videoconferência entre prefeitos e secretários de saúde, ocorrida na manhã deste domingo, dia 21, a Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc) encaminha ainda hoje recurso ao governador Eduardo Leite. A intenção é tentar rever a decisão de que a macrorregião 8, que abrange doze municípios do Vale do Caí, passe para bandeira vermelha do Programa de Distanciamento Controlado a partir de terça-feira, dia 23.
A proposta é comprovar, mostrando a realidade dos municípios, que o Vale do Caí deve ser considerado uma microrregião distinta da área de Porto Alegre, Canoas e Vale do Sinos, onde a ocupação dos leitos de UTI cresceu muito. No Vale do Caí, pelo contrário, há leitos disponíveis e um sistema de saúde em condições de atender a demanda. Os prefeitos deixam claro que a intenção é sim de manter todas as restrições da bandeira laranja para as atividades econômicas, mas com a prioridade total para a contenção do avanço da pandemia e a preservação da vida.

Conforme o presidente da Amvarc, o prefeito de Harmonia, Carlos Alberto Fink, o “Lico”, o recurso será encaminhado em nível de região. O governador Eduardo Leite já tinha acenado com a possibilidade de criação de microrregiões, como na área que tem como referência Caxias do Sul.Atualmente doze municípios da Amvarc tem como referência Canoas, que são Barão, Brochier, Capela de Santana, Harmonia, Maratá, Montenegro, Pareci Novo, Salvador do Sul, São Pedro da Serra, São José do Sul, São Sebastião do Caí e Tupandi. Mais dois – São José do Hortêncio e Portão – estão na região do Vale do Sinos, que tem como referência Novo Hamburgo. Pelo anúncio de ontem, sábado, todos passam para bandeira vermelha. E seis municípios do Vale do Caí – Bom Princípio, Feliz, São Vendelino, Vale Real, Alto Feliz e Linha Nova – que estão na região da Serra, tendo como referência Caxias do Sul, passaram de vermelha para laranja.

O prefeitos querem mostrar que o Vale do Caí tem uma realidade diferente da Região Metropolitana e Vale do Sinos. Também está se buscando ainda para segunda-feira, dia 22, uma reunião com o governador Eduardo Leite, para argumentar sobre as diferentes realidades. Nos hospitais do Vale do Caí, que contam com leitos de UTI, a ocupação é baixa com pacientes de coronavírus. O Hospital Montenegro (HM), em seu último boletim de Covid-19, ontem, informou que não tem nenhum paciente confirmado para coronavírus internado em sua UTI. São três confirmados no setor de internação, um com suspeita na UTI e sete casos suspeitos no setor de internação. Entretanto, os números se agravaram muito nos últimos dias. Já o Hospital Unimed, também em Montenegro, em seu boletim de ontem para Covid-19, informou que tinha dois caso confirmados internados e dez suspeitos, além de já ter recuperado, com alta, 18 pacientes que tiveram coronavírus. Também estão sendo ampliados os leitos. O próprio governador inaugurou cinco leitos de UTI para coronavírus no Hospital Sagrada Família, de São Sebastião do Caí, na última semana. E demais hospitais da região também estão com alas especiais, além dos investimentos das próprias Secretarias Municipais de Saúde.

O resultado do recurso deve sair amanhã, segunda-feira. Caso os 14 municípios do Vale do Caí fiquem na bandeira vermelha, de risco alto, são severas as restrições ao comércio e serviços, só podendo funcionar atividades consideradas essenciais.

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