Coordenadora regional de educação acompanhou reinício das aulas na escola São João Batista - Foto: CRE

Poucas foram às escolas estaduais, de Ensino Médio e Técnico, que retornaram as aulas presenciais ontem, terça-feira, no Vale do Caí, quando estava prevista a retomada pelo Estado. A justificativa é o atraso na entrega de equipamentos de proteção individual, os EPIs, além de não autorização de Prefeituras. Além de prefeitos, professores e pais também resistem ao retorno enquanto não tiver uma vacina contra o coronavírus. Enquanto isso as aulas continuam de forma remota.

Em Montenegro a única escola que retomou aulas presenciais foi o São João Batista, no centro da cidade. E assim mesmo apenas 30 alunos compareceram pela manhã, para disciplinas práticas. “É uma experiência. Estamos usando materiais comprados pela escola”, afirmou a diretora, Juliana Cabreira Bender. O colégio tem 810 alunos, com aulas também nos turnos da tarde e noite. Em outras duas escolas de Ensino Médio de Montenegro, AJ Renner e CIEP Ivo Bühler, a retomada das aulas presenciais dependia da chegada de EPEIs. E no Paulo Ribeiro Campos (Polivalente), o maior problema é a falta de energia elétrica, já que durante a pandemia grande parte dos fios da escola foram furtados.

Instituto de Educação Assunta Fortini, de Barão, foi um dos poucos em que aulas presenciais retornaram
– Crédito: Facebook

No Vale do Caí, também foi registrada a volta às aulas presenciais ontem no Instituto de Educação Assunta Fortini, em Barão. A maior parte das escolas que tiveram o retorno de aulas presenciais até agora são particulares. Na Feliz houve retorno de aulas para a educação infantil, no Jardim, em escolas municipais (EMEIs).

 

 

Modelo híbrido

Conforme a 2ª Coordenadoria Regional de Educação, em sua área apenas quatro escolas iniciaram as aulas presenciais do modelo híbrido de ensino. No Vale do Caí foram o Instituto Assunta Fortini, de Barão, e a Escola Técnica São João Batista, de Montenegro, sendo as outras duas de Novo Hamburgo e Taquara. Conforme a CRE, elas receberam, do Governo do Estado, equipamentos de proteção individual (EPIs) e reforço nas equipes de agentes de limpeza. E coube aos responsáveis legais dos alunos decidir pelo retorno presencial ou pela permanência das atividades remotas. As escolas também receberam capacitação sobre os protocolos de segurança a serem observados neste retorno.

A coordenadora, Ileane Bravo, acompanhou o retorno das aulas na Escola Técnica São João Batista, de Montenegro. Para ela, é importante que as famílias tenham a opção do retorno para não prejudicar crianças que, por exemplo, tenham dificuldades de acesso às tecnologias. Segundo a CRE, o retorno dos alunos será progressivo, à medida que as escolas forem equipadas e oferecerem segurança à comunidade escolar, observando, também, a existência, ou não, de decretos municipais restritivos

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