Arroio Cadeia está com o nível muito alto no Caí - Crédito: Renato Klein

No Caí e em Montenegro não choveu muito neste final de semana. Em Montenegro, por exemplo, bem menos do que a enxurrada do último do fim de semana passado, que deixou várias ruas alagadas. Mesmo assim, agora o rio Caí está bem mais cheio. É que choveu intensamente na parte alta do Vale do Caí, como no Vale Real, Feliz e Bom Princípio, municípios onde arroios inundaram casas e até casas e estabelecimentos. Além disso, houve um grande volume também na Serra. Com isso, pela primeira vez neste ano surge o temor de que possa ter enchente, mesmo que pequena. Tem ainda a preocupação com relação ao tempo, já que a instabilidade deve continuar nos próximos dias. A torcida é para que não tenha chuva intensa.

No Caí o rio chegou perto dos 10 metros
– CPRM/Reprodução

A Defesa Civil, tanto no Caí, como em Montenegro, está em alerta. O coordenador da Defesa Civil caiense, Pedrinho Griebler, projeta que o rio ainda vai subir no município até por volta de meia-noite. Mas não deve subir mais muito. Desde ontem de noite, sexta-feira, o rio já subiu em torno de 7 metros. No início da noite deste sábado está chegando próximo à cota de inundação dos 10 metros. A régua da CPRM na antiga barca do Caí apontou 9,92 metros às 19h deste sábado. Enquanto isso, na Serra, em Caxias do Sul, a régua da CPRM registrou que o rio subiu cerca de 5 metros, mas já baixou quase 3 metros.

Montenegro já está em cota de alerta
– CPRM/Reprodução

Pedrinho acredita que não terá enchente no Caí. Mas alerta que em Montenegro pode ter um impacto maior devido ao grande volume do Arroio Cadeia e de outros arroios. Em Montenegro o rio subiu cerca de 3,8 metros desde a madrugada. Com 5,05 metros às 19h15, já está em cota de alerta e continua subindo. A inundação em Montenegro inicia a partir dos 6 metros. O coordenador da Defesa Civil em Montenegro, Elton da Silva, diz que está monitorando a situação. Com a elevação do nível do rio existe a preocupação também com o cais do porto de Montenegro, onde em dois pontos já ocorreram desabamentos recentes.

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