Reprodução/FN

No final da tarde de hoje, sexta-feira, dia 3, o Governo do Estado divulgou mais uma etapa das bandeiras do distanciamento controlado, que deve passar a vigorar a partir da próxima semana. Dez das vinte regiões foram anunciadas para a bandeira vermelha, entre elas as que têm como referência Canoas, Caxias do Sul e Novo Hamburgo, onde estão os municípios do Vale do Caí. Os municípios que não tiveram internações ou óbitos nos últimos 14 dias podem seguir na bandeira laranja.

Montenegro e São Sebastião do Caí, que são os maiores municípios do Vale do Caí, continuam na bandeira vermelha por no mínimo mais duas semanas. Existia inclusive o temor que poderiam passar para a bandeira preta, aumentando as restrições, devido ao agravamento nas internações e falta de leitos, além de dificuldade de medicação, principalmente em Canoas, que é a referência. Entretanto, nenhuma região foi para a bandeira preta, o que significaria lockdown, de fechamento praticamente total do comércio e serviços.

Mapa prévio foi anunciado hoje, mas ainda cabe recurso até domingo
– Crédito: Governo do Estado

Assim como na sexta-feira passada, novamente a região da Serra, que tem como referência Caxias do Sul, foi anunciada na bandeira vermelha. Na última semana, após recurso, os municípios da Serra, incluindo também seis do Vale do Caí, puderam continuar na bandeira laranja. Agora isso vai depender do resultado de novo pedido de reconsideração, ainda mais para cidades que tiveram internações por coronavírus nas última duas semanas.

Depois do anúncio, as Prefeituras e Associações de Municípios têm até as 8 horas da manhã de domingo para pedir reconsideração. Os recursos serão analisados pelo gabinete de crise e o resultado sai na segunda-feira, passando a vigorar a bandeira no dia seguinte.

Protesto dos empresários

Na tarde de ontem, quinta-feira, dia 2, os presidentes de entidades empresariais do Estado, como da Federasul, Simone Leite, da Fecomércio, que é o caiense Luiz Carlos Bohn, e da Fiergs, Gilberto Petry, participaram de uma reunião com o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini. Eles entregaram um ofício redigido entre as entidades, solicitando a reavaliação dos protocolos de funcionamento das atividades econômicas do Plano de Distanciamento Controlado em vigor no Rio Grande do Sul desde maio. Durante o encontro, as três federações atualizaram o governador sobre as dificuldades dos empresários dos setores que representam. Os dirigentes reforçaram que as atuais regram estão proporcionando o fechamento de muitas empresas e salientaram as consequências que isso implica, principalmente nos cofres do Estado.

O documento entregue ao governador traz um número alarmante: no Rio Grande do Sul, entre março e maio, mais 120 mil postos de trabalho foram fechados, mesmo com os mecanismos que permitem a suspensão ou flexibilização de contratos. Além disso, as entidades afirmaram que o objetivo do plano imposto pelo governo, que é a preservação de vidas, não impede que se considerem medidas ponderadas. Segundo o documento, as empresas gaúchas vêm adotando os protocolos de segurança, como de equipamentos de proteção, distanciamento e higienização. Mas as entidades questionam o sistema sobre se realmente o aumento recente de internações por Covid-19 esteja ligado a circulação de pessoas em estabelecimentos empresariais.

O governador disse entender as demandas e se solidariza com as dificuldades econômicas que as empresas vêm enfrentando nesse momento de pandemia.

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