Reprodução/FN

No início da noite deste sábado, dia 13, foram divulgadas as novas bandeiras do sistema de distanciamento social controlado utilizado pelo Estado. Em quatro regiões das vinte regiões ocorreram alterações nas bandeiras. Uma delas é a região de Caxias do Sul, que conta também com alguns municípios do Vale do Caí. Em razão do aumento de internações na Serra devido ao coronavírus, a bandeira passa de laranja para vermelha, que significa risco alto e mais restrições no comércio e serviços. Entre os municípios afetados no Vale do Caí estão Alto Feliz, Bom Princípio, Feliz, Linha Nova, São Vendelino e Vale Real, que estão no mesmo grupo de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Gramado, Canela e Nova Petrópolis. A bandeira vermelha entra em vigor na próxima segunda-feira, dia 15, com vigência de duas semanas, até 28 de junho, sendo possível apenas a abertura do comércio e serviços essenciais.

As outras três regiões que passaram para vermelha são de Santa Maria, Uruguaiana e Santo Ângelo. Com isso, a maioria dos municípios do Vale do Caí seguem com bandeira laranja. É o caso de Barão, Brochier, Capela de Santana, Harmonia, Maratá, Montenegro, Pareci Novo, Salvador do Sul, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí e Tupandi, que tem Canoas como referência. São José do Hortêncio e Portão, estão no agrupamento do Vale do Sinos, junto com Novo Hamburgo, São Leopoldo e outras cidades, também seguem com bandeira laranja. Nestes municípios não muda nada por enquanto, permitindo a flexibilização do comércio e serviços, seguindo exigências quanto a obrigatoriedade do uso de máscara, distanciamento, higiene e limpeza.

Devido ao agravamento dos números, principalmente das internações de pacientes com Covid-19, havia o temor que mais municípios, como Montenegro e Caí, que tem como referência Canoas, também passassem para bandeira vermelha, mas isso não se confirmou. O governador Eduardo Leite fez uma manifestação através de vídeo, explicando o motivo das mudanças e pedindo a colaboração da população. Existe a possibilidade dos municípios estabelecerem regras menos restritivas para o funcionamento de empresas, comércio e serviços, mesmo estando numa bandeira de maiores restrições. Mas é preciso definir um plano estruturado de prevenção e enfrentamento à pandemia, com medidas de proteção baseadas em evidências científicas, observadas as peculiaridades locais, além de respeitar medidas sanitárias. E depende da autorização do próprio Governo.

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