A variação dos dados de trabalho no Vale do Caí foi apresentada na manhã de segunda-feira pelo Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Caí (Coredes). Assim, é possível ter uma noção preliminar de como foi o ano de 2018 em relação aos empregos formais na região.

Os números apresentam, de maneira destacada, Montenegro e Bom Princípio, como aqueles que mais tiveram geração de vagas de trabalho. Em Montenegro foram mais de mil novos postos de trabalho, enquanto que, em Bom Princípio, o saldo positivo é de 282 novos empregos formais. Capela de Santana e Feliz, que não tinham ido bem em 2017, reagiram bem no ano passado. Tupandi, que vinha numa crescente, caiu um pouco. São José do Hortêncio e São Sebastião do Caí novamente tiveram números negativos no saldo de empregos. O Caí, nos últimos quatro anos, já tem saldo negativo de mais de mil empregos.
Na região a média geral é boa. Dos 20 municípios da região, doze tiveram aumento nas vagas de emprego, o que é excelente. No Vale do Caí, como um todo, houve acréscimo de quase 1,7 mil postos de trabalho.

Segundo Alzir Bach, presidente do Coredes Vale do Caí, a variação positiva no número de empregos chega a 10% entre os anos de 2017 e 2018. “Estes dados estão diretamente relacionados ao desempenho geral da economia. É um indicativo claro do resultado que virá em breve do cálculo do Valor Adicionado, base para o retorno do ICMS aos municípios”, pontua. “Pode se perceber uma significativa melhora em relação a 2017”, avalia Alzir, comparando com o ano passado. “O Vale do Caí gerou 10% de todos os novos empregos no Estado em 2018”, completa.

Fato que deve ser observado é também a geração elevada de empregos na região para jovens, em especial entre 18 e 24 anos. Também há excelente índice de geração de emprego regional para aqueles que têm formação universitária. Pessoas com menor nível formação escolar têm dificuldade, maior, de conseguir vagas de trabalho na região.
Considerando que as vagas computadas são apenas formais, é de estranhar, até, o baixo número de empregos formais. Bom Princípio e Feliz, por exemplo, tem mais de 13 mil habitantes cada, e os números de pessoas empregadas com carteira de trabalho são de cerca de um terço dos seus habitantes.

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