Cirurgião plástico Antônio Menin falou sobre o protocolo proposto para a fase inicial da doença - Reprodução/FN

Um grupo de médicos do Vale do Caí lançou um tratamento pré-operatório, na primeira fase para o tratamento para os casos de coronavírus. Foi criado o chamado “Consenso de 70 médicos do Vale do Caí sobre tratamento ambulatorial Covid-19”, o que tem causado grande repercussão e comentários, principalmente nas redes sociais.

Entre as justificativas apresentadas pelo grupo para instituir o tratamento está à preocupação de que a pandemia se agrave e cause um colapso nos sistemas de saúde de Montenegro e da região. Por isso o grupo de médicos, de diversas especialidades, resolveu se reunir para avaliar as evidências científicas existentes até agora e propor um esquema de tratamento precoce para as fases iniciais da doença, quando ainda não existe necessidade de internação hospitalar.

Com base em evidências científicas, o grupo sugere que os órgãos responsáveis pelo atendimento ambulatorial, tanto público como privado, possa disponibilizar medicações como azitromicina, hidroxicloroquina, ivermectina e zinco, para os médicos que quiserem prescrever, sempre respeitando a autonomia médica.

“Queremos salvar vidas”

Um dos integrantes do grupo, o cirurgião plástico Antônio Cesar Menin da Silva, postou vídeos em sua página no facebook, explicando sobre a iniciativa. Ele explicou ao Fato Novo que não existe interferência na conduta hospitalar. “Queremos só ajudar a salvar vidas”, justificou. “Não sou um médico da frente de atendimento. Sou um cirurgião plástico defendendo uma idéia com embasamento científico e observacional. E defendendo a idéia dos médicos e dos pacientes de receberem a medicação se assim o quiserem”, declarou, informando que nesta terça-feira terá uma reunião com um grupo maior, para tratar do tema.

Em áudio, Antonio Menin diz que a idéia é mudar paradigmas, com os pacientes devendo procurar o médico assim que tiver os primeiros sintomas, ao invés de ficar em casa se tratando. E o médico, juntamente com o paciente, decide o que vai ser feito. Para o tratamento Menin diz que está disponível um coquetel de medicamentos.

Médico montenegrino fala sobre tratamento para paciente inicial com coronavirus

Publicado por TV Mon HD – Canal 6 em Domingo, 5 de julho de 2020

Já em seus vídeos no facebook, Antônio Menin inicia explicando que o objetivo do grupo de 70 médicos é ajudar no tratamento da Covid-19 na região e futuramente até o Estado e o Brasil já nas primeiras fases da doença. “Não queremos que o paciente vá para o hospital”, explica. Cita que vários grupos no Brasil estão se formando, entrando em consenso em trabalhos que são realizados no mundo. E ressalta que com os resultados, comprovados pela evidência clínica, fornece embasamento para o tratamento, com medicamentos como hidroxicloroquina  e cloroquina, já usados há muitos anos para outras doenças, citando ainda a ivermectina e zinco, mais complementos de vitaminas, integrando um pacote que não estaria hoje sendo disponibilizado para a população. “Tem a possibilidade de se dar medicamentos com segurança e praticamente zero de efeitos colaterais”, considera. “É um pensamento diferente do que se está usando hoje. Estamos faz mais de cem dias fazendo um tratamento que não está resolvendo. Está se repetindo o que aconteceu nos outros países”, completa, entendendo que devem ser disponibilizados esses medicamentos para ter efeitos efetivos. Falou ainda da azitromicina, um antibiótico que também combate a ação do vírus, retardando a sua proliferação. A idéia é combater já nos primeiros sintomas que costumam surgir, como dor de cabeça, diarréia, falta de odor, febre, congestão nasal e depois tosse seca e problemas respiratórios.

Manifestações do HM, Unimed e Secretaria da Saúde

A secretária municipal de saúde de Montenegro, Cristina Reinheimer, cita que, mesmo que três médicos da Secretaria integrem o grupo que propôs o tratamento, não é um protocolo da atenção básica. “Foi montado por uma equipe de médicos do Vale do Caí”, afirma.

Já o diretor do Hospital Montenegro, Carlos Batista da Silveira, afirma que nenhum dos médicos do grupo que lançou o protocolo atua no HM.

A Unimed Vale do Caí também se manifestou através de sua assessoria de imprensa. “Não é um protocolo da Unimed Vale do Caí. É uma produção independente de alguns médicos”.

E a coordenadora regional de saúde, do Governo do Estado, Ana Maria Rodrigues, afirmou que é um grupo que defende um protocolo independente. “Não representa protocolos institucionais da Secretaria Estadual da Saúde (SES)”, declarou.

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