Acidentes são constantes nas pontes e no trevo do Matiel - Crédito: Arquivo/FN

O Daer não anunciou hoje o local em que deve ser construída a nova ponte sobre o rio Caí, na ligação entre Pareci Novo e Harmonia com São Sebastião do Caí. Nem alternativas foram apresentadas. Na reunião com prefeitos dos três municípios, os diretores do Daer informaram que nos próximos dias devem ser apresentadas alternativas de trechos onde a ponte poderá ser construída. E aí os próprios municípios terão de contratar uma empresa que deverá fazer um estudo e definir então o melhor local. E os próprios prefeitos também terão de ir atrás de recursos, provavelmente junto ao Governo Federal, já que o Estado não dispõe de recursos.

Em reunião hoje, Daer informou que vai apresentar três alternativas e depois os municípios terão de contratar empresa para fazer o estudo técnico para o projeto
– Crédito: Prefeitura de Pareci Novo

A reunião, na tarde desta quarta-feira, na sede do Daer, em Porto Alegre, contou com a presença dos prefeitos do Caí, Clóvis Duarte; de Pareci Novo e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Caí (AMVARC), Oregino Francisco; e de Harmonia e presidente do CIS Caí, Carlos Alberto Fink (Lico), além do presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) e secretário de obras do Caí, Alzir Bach, do diretor executivo da AMVARC, Sérgio Moraes e do chefe de gabinete do Pareci, Luis Müller.

Os diretores do Daer informaram da necessidade de apontar três propostas de locais para a ponte e também o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Só depois disso, com o local definido, se fará o projeto e posteriormente executará a construção, dependendo da captação de recursos. Com tudo isso, a construção da ponte ainda deve demorar. E a travessia do rio Caí vai continuar por mais tempo pelas três pontes estreitas do Matiel, onde tem ocorrido congestionamentos e acidentes. “É muita burocracia. Disseram que está tudo bem com as pontes antigas, mas estão com limitação de peso. Então tem algo de errado”, estranhou o prefeito do Pareci e presidente da AMVARC, Oregino Francisco.

Os prefeitos aproveitaram para pedir uma melhor sinalização nas pontes e principalmente no trevo da ligação do Caí com Harmonia e Pareci Novo, através da RS 124. Oregino diz que também tratou das rotatórias da RS 124 nos pontos mais críticos de acesso ao Pareci.

2 COMENTÁRIOS

  1. Deixaram chegar a esse ponto, há muitos anos se vê, nem precisa ser técnico, que não há mais condições de uso dessas pontes. E tem, sim, de limitar o peso. O pior de tudo são os caminhões pesando toneladas atravessando por dentro da cidade, mesmo sabendo que as ruas NÃO SÃO PREPARADAS pra isso. Então, o que se vê são constantes canos rebentados e a gente sem água. As pontes, no máximo, poderiam ser usadas por carros e nada mais!!! E a apresentação das tais “opções” de locais me faz pensar se realmente são TÉCNICOS que estão decidindo isso ou se é a POLITICAGEM. São poucos os locais com possibilidades de receber uma ponte e uma estrada, com as consequentes mudanças nos trajetos das estradas já existentes, que não causem incômodo e impacto ambiental nos locais por onde passarem. Estão se fazendo de loucos? Sim, tem uns loucos que estão sugerindo trajetos POR DENTRO das cidades e vilas e bairros, como se isso não causasse nenhuma mudança nas vidas dos cidadãos. O que tem de ser feito é esses TÉCNICOS procurarem locais que causem o MÍNIMO DE IMPACTO possível e não o trajeto mais perto, ou o que passe perto de tal sítio, de tal fazenda, de tal bairro, de tal localidade, enfim, POLITICAGEM !!!

  2. Ah! Outra coisa: até lá, existe um PLANO B ??? Ou vão ficar anos e anos esperando um milagre, tal qual o da construção dos DIQUES contra as enchentes, o que fez com que não pensassem em mais nada? Sim, existem paliativos, alternativas, enfim, que podem minimizar os problemas, mas NUNCA tentaram sequer pensar no assunto, quem dirá realmente fazer alguma coisa CONCRETA. Sempre preferiram, até agora, tal qual no nosso Hino Nacional, “… deitar em berço esplêndido”, à espera de um milagre, enquanto os anos vão passando calmamente, menos pra aqueles que sofrem.

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