Recurso foi enviado no domingo ao Governo do Estado e resultado sai nesta segunda-feira Crédito:Governo do Estado/Reprodução

Os prefeitos do Vale do Caí, dos municípios vinculados a Região Metropolitana e Vale do Sinos, após reunião ontem, domingo, através de videoconferência, encaminharam recurso ao Governo do Estado para impedir que as 14 cidades ingressem na bandeira vermelha a partir de amanhã, terça-feira, dia 23. As restrições da bandeira vermelha, de risco alto ao coronavírus, são severas para o comércio e serviços, implicando em mais prejuízos na economia. A ação do governo visa conter o avanço da pandemia, já que aumentou muito o número de internações nestas regiões, que são referência para a maioria das cidades do Vale do Caí em termos de leitos de UTI, para quando os pacientes com Covid-19 estão em estado grave.

O Vale do Caí dispõe de poucos leitos de UTI e houve aumento nas internações, tanto por casos de coronavírus como de outras doenças comuns com a chegada do inverno. Por isso uma das alternativas é a criação de mais leitos. Foi o que fez a região da Serra, que tem como referência Caxias do Sul. Com a diminuição das internações e criação de mais leitos na Serra, seis cidades do Vale do Caí (Bom Princípio, Feliz, São Vendelino, Vale Real, Alto Feliz e Linha Nova) saíram da bandeira vermelha e voltaram para a laranja, de risco médio, podendo flexibilizar o comércio. Isso faz com que possam reabrir lojas e serviços, mesmo com restrições.

Entre as iniciativas propostas pelos prefeitos para reverter a bandeira vermelha está a criação de mais leitos. Isso não só nos hospitais de Canoas, como no Pronto Socorro, e de outras cidades da região, mas também no Hospital Montenegro (HM), que conta atualmente com dez leitos de UTI. A expectativa é de que isso ocorra ainda nesta semana. E depois mais cinco poderão ser criados, dobrando a atual capacidade. No Hospital Sagrada Família, de São Sebastião do Caí, foram instalados recentemente cinco leitos de UTI para tratamento de coronavírus. Municípios da região, como Montenegro e Maratá, também auxiliaram na instalação de novos leitos de UTI no Hospital São Camilo, de Esteio, que faz parte da região 8 conforme o sistema de distanciamento controlado do Governo do Estado. Pelo que foi proposto pelos prefeitos, seriam criados 16 novos leitos.

Outra alternativa é a criação de uma nova microrregião, se desvinculando de Canoas, que teve um aumento expressivo no número de internações. Além disso, ampliar as medidas de restrição, impedindo mais circulação de pessoas, inclusive com fechamento do comércio no final de semana. Mas a população também tem que fazer a sua parte, já que lamentavelmente ocorreu um relaxamento quanto ao uso de máscara, aglomeração e distanciamento. Inclusive está sendo feita uma fiscalização, pelos órgãos de segurança, no sentido de acabar com festas e aglomerações.

Atualmente doze municípios do Vale do Caí tem como referência Canoas, que são Barão, Brochier, Capela de Santana, Harmonia, Maratá, Montenegro, Pareci Novo, Salvador do Sul, São Pedro da Serra, São José do Sul, São Sebastião do Caí e Tupandi. Mais dois – São José do Hortêncio e Portão – estão na região do Vale do Sinos, que tem como referência Novo Hamburgo. Pelo anúncio de sábado, todos passam para bandeira vermelha. E seis municípios do Vale do Caí – Bom Princípio, Feliz, São Vendelino, Vale Real, Alto Feliz e Linha Nova – que estão na região da Serra, tendo como referência Caxias do Sul, passaram de vermelha para laranja.

O resultado do recurso deve sair hoje, segunda-feira. Caso os 14 municípios do Vale do Caí fiquem na bandeira vermelha, de risco alto, por no mínimo duas semanas, são severas as restrições ao comércio e serviços, só podendo funcionar atividades consideradas essenciais, o que impede a abertura de muitos estabelecimentos comerciais e atividades de serviços.

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