Saldo é entre contratações e demissões no primeiro semestre deste ano - Fonte: Caged/Ministério do Trabalho

A situação instável da economia brasileira parece estar influenciando também na situação do emprego no Vale do Caí.

No primeiro semestre deste ano, entre janeiro e junho, o saldo, que é a diferença entre contratações e demissões, foi de 481. Em todo o ano passado o saldo foi de 1.698 empregos. Pelo menos o saldo ainda continua sendo positivo na média da região. Em 2017 houve um saldo negativo de 139. O total de trabalhadores com carteira assinada, no Vale do Caí, é de 54.835 pessoas.

O Vale do Caí não acompanhou a geração de empregos do Estado e do país no primeiro semestre de 2019. No Rio Grande do Sul o saldo foi positivo de 19.816, superando até todo o ano passado que foi de 16.808. E no Brasil foi de 374.433, próximo dos 421.078 de todo o ano de 2018. Os índices são bem melhores que os números negativos de 2017.

Em alguns municípios do Vale do Caí a situação do emprego é mais preocupante, como mostram os números negativos de São Sebastião do Caí, Capela de Santana e Brochier. O Caí, aliás, vem acumulando índices negativos no saldo de emprego dos últimos anos. Até mesmo Tupandi, que vem tendo um desenvolvimento fantástico nos últimos tempos, teve saldo negativo em 2018 e também no primeiro semestre deste ano. Montenegro, que é o maior município da região, teve uma queda significativa em comparação com o ano passado. Em todo o ano de 2018 o saldo foi positivo de 1.079 empregos e no primeiro semestre deste ano não passou de 33. Por outro lado, alguns municípios tiveram saldo bem positivo, com números bastante expressivos. O destaque principal, na primeira metade deste ano, ficou para Portão. Também São José do Hortêncio, Vale Real, Bom Princípio, Feliz e Harmonia obtiveram boas performances.

Os números foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, na última semana. Conforme o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) do Vale do Caí, Alzir Bach, que encaminhou a tabela para a reportagem, se esperava que os índices da região fossem melhores no primeiro semestre deste ano. “Está abaixo da média e do que seria necessário para absorver o contingente de jovens que anualmente entram no mercado de trabalho”, avalia.

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