Todos sabemos que extracurriculares são atividades realizadas fora do ambiente acadêmico, tudo que é feito além da escola é uma atividade extracurricular. Mas o que poucos sabem é que essas atividades podem trazer diversos benefícios e abrir portas para diferentes oportunidades, pois, uma vez que o estudante se engaja em uma atividade extracurricular, ele demonstra paixão e envolvimento com aquilo por um certo período de tempo.

 Um exemplo de oportunidade que o mundo das extracurriculares traz é a chance de realizar a faculdade no exterior, em especial nos Estados Unidos. Quando se fala em estudar fora, automaticamente se pensa em algo grandioso, difícil ou às vezes até impossível. Mas o que poucos sabem é que o processo é simples, apesar de longo. E para entender como as extracurriculares são relacionadas com o processo para cursar a graduação nos Estados Unidos, é preciso entender como ele, de fato, funciona. 

 Os jovens que desejam se aplicar (candidatar) para fazer a faculdade lá, geralmente, se preparam durante todo o ensino médio, nesse tempo eles constroem boas extracurriculares, adquirem ótimas notas e criam um perfil coerente para a aplicação (candidatura). Porém, existe um grande número de candidatos internacionais que só descobrem como funciona esse processo no último ano do ensino médio, tendo cerca de um ano para realizar a preparação e se aplicarem de fato.

 O processo é extenso, dentre diversos outros documentos, é necessário ter excelentes cartas de recomendação, boas notas, ótimo histórico disciplinar e atividades extracurriculares de peso. Para os oficiais de admissão (avaliadores, são eles quem decidem os candidatos que serão aceitos, negados ou que ficarão na lista de espera), as atividades realizadas fora do contexto escolar possuem grande relevância na hora de aceitar ou rejeitar um candidato, visto que eles acreditam que isso demonstra o quanto a pessoa é engajada com o meio em que vive, e o quanto esse aluno progrediu, criando habilidades, sendo proativo e se desenvolvendo em diversas facetas, não apenas na que pretende cursar. Isso acontece porque os oficiais de admissão procuram estudantes que atuem em prol da comunidade universitária. Então, devido a isso, é preciso impressioná-los.

 O que mede a qualidade de uma atividade extracurricular são três fatores: paixão, engajamento e impacto. É preciso demonstrar que aquilo foi feito com dedicação, eles querem entender como o aluno se envolveu na atividade e como isso ajudou a melhorar a comunidade em que vive. O tempo de duração, comprometimento e coerência com o perfil também são fatores levados em consideração nesse momento decisivo.

 Porém, para quem acha que é simples, é necessário entender a importância do contexto no momento de colocar as atividades realizadas na candidatura, pois nem tudo pode ser relevante. As atividades precisam ter relação com o perfil apresentado pelo candidato nas outras partes da candidatura. Por exemplo, se o aplicante demonstra que não gosta de nenhuma área de exatas e coloca nas atividades que participou de um clube de astrofísica e tutoria de matemática, não fará sentido para os oficiais de admissão, o que pode passá-los uma má impressão.

 Portanto, o que é preciso manter em mente é como será feita a venda do peixe. É muito importante demonstrar aptidões em diferentes áreas, mas é necessário tomar cuidado para não cair na armadilha da contradição.

 Se o candidato souber expor o peixe de maneira inteligente e demonstrar como aquilo foi positivo para ele e a comunidade em que vive, grande parte da candidatura já estará beneficiada, garantindo uma alta porcentagem de chance de aprovação.

Geórgia Eduarda tem apenas 18 anos de idade e já atua como consultora para jovens que desejam cursar a graduação nos Estados Unidos e está escrevendo um livro sobre educação. Recentemente, começou a dar palestras de maneira gratuita em prol da democratização do processo de candidatura para universidades dos Estados Unidos, a iniciativa chama-se Palestrante Jovem e foi fundada pela própria Geórgia Eduarda.

Além de compartilhar conhecimento e oportunidades educacionais em seu Instagram (@studiesbygeorgia), ela é fundadora de um grupo de debates online intitulado “Projeto Future Minds”, que atualmente conta com mais de 52 jovens do Brasil inteiro, e co-fundadora do Programa Jovens no Exterior, uma iniciativa que está em andamento para ser colocada em prática em três grandes escolas da região metropolitana de Porto Alegre.

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