R$ 3 milhões que estavam previstos não foram liberados e busca por recursos para conter cheias foi retomada ArquivoFN

Uma nova reunião visando à busca de recursos para o projeto de contenção das cheias aconteceu na última segunda-feira, dia 8. “Estamos recompondo o trabalho para incluir nossa emenda para o projeto. Não desistimos, mesmo com a perda dos recursos em dezembro. A luta continua”, diz a montenegrina Kellen de Mattos, que na terça-feira passada assumiu o cargo de diretora de Desenvolvimento Urbano (DDU) do Estado.

Nova reunião aconteceu no início desta semana para retomar a busca por recursos
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A reunião teve a presença do senador Lasier Martins, Kellen, presidente da Associação dos Municípios do Vale do Caí (AMVARC) e prefeito de Pareci Novo, Oregino Francisco, presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Caí (Codevarc) e secretário de obras de São Sebastião do Caí, Alzir Bach, entre outras lideranças e autoridades do governo.

 

Kellen diz que o projeto de contenção das cheias da bacia hidrográfica do Vale do Caí está entre os três prioritários do governo. Mesmo assim acabou não recebendo os recursos prometidos pelo governo federal anterior, no final do ano passado. Tinham sido solicitados cerca de 6 milhões para a elaboração do projeto de toda a bacia. O governo federal prometeu liberar R$ 3 milhões e seria feita uma parceria com a Metroplan, do governo do Estado, para a elaboração do projeto. Mas o recurso não foi liberado.

Kellen Mattos assumiu o cargo de diretora de Desenvolvimento Urbano do Estado
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Felizmente não ocorreram enchentes nos últimos tempos, mas o temor continua, já que até o momento nem uma medida de contenção foi executada. Em 2014 foi feito um amplo estudo por parte da Metroplan, do governo do Estado, apontando a necessidade de diques, estação de bombeamento e corta-rio (canal extravasor). Mas isso na parte baixa do rio, entre Harmonia, Pareci Novo, Caí e Montenegro. Agora os estudos devem ser ampliados, incluindo mais municípios da bacia hidrográfica do rio Caí, como Bom Princípio, Feliz e os da Serra desde a nascente do rio em São Francisco de Paula. E finalmente deve ser elaborado o projeto com o qual poderão ser buscados os recursos para que as obras sejam executadas. Mas para a elaboração do projeto são necessários recursos. Só no estudo, que deve ser atualizado e ampliado, o Estado já investiu R$ 1,4 milhão, mas ele precisa ser atualizado e ampliado.

No estudo de cinco anos atrás se calculava entre 130 e 140 milhões para as obras na região do baixo rio Caí. Incluindo mais municípios, o valor deve ser ainda maior. Além da dificuldade na obtenção de recursos, também terá que se obter as licenças ambientais, já que devem ocorrer intervenções significativas que também dependem do estudo de impacto. “Tenho certeza que o projeto vai sair”, acredita Kellen, lembrando a importância da mobilização da região. Ela cita ainda a importância da construção de uma nova ponte na divisa entre São Sebastião do Caí, Pareci Novo e Harmonia, para substituir as chamadas pontes estreitas do Matiel, na ligação entre a RS 124 com a RS 122. Kellen entende que os projetos devem estar integrados, da ponte e da contenção das cheias. E que vai fazer o possível, junto aos governos estadual e federal, para que as obras possam ser realizadas.

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