Imagem ilustrativa/internet

Todos os municípios do Vale do Caí seguem em bandeira laranja no mapa preliminar para a próxima semana do sistema de distanciamento controlado do Governo do Estado. Isso significa risco médio para o coronavírus. Entretanto, nas últimas semanas, conforme informações de médicos e dados das UTIs dos hospitais de Montenegro houve um pequeno aumento no número de internações de pacientes com Covid-19 e chamou a atenção que também voltaram a ocorrer óbitos. Isso serve de alerta para que sejam mantidas as medidas de prevenção, principalmente quanto ao uso obrigatório de máscara, distanciamento, evitar aglomerações, além de higiene e limpeza.

O alerta vem dos próprios médicos que trabalham em hospitais com UTIs, como da Unimed e Hospital Montenegro. “Temos uma região com muitos pacientes mais idosos, com comorbidades. Mesmo assim onseguimos recuperar muitos pacientes. E não faltaram leitos”, destaca o diretor clínico do Hospital Unimed, José Pettine. “Ainda estamos no meio da pandemia. Na primeira onda. A partir de setembro, até outubro, houve uma redução nas internações de casos graves. E agora estamos vendo um certo aumento. É normal após a liberação e tudo voltando a funcionar quase que normal. Vai durar ainda um tempo a pandemia, até ter uma vacina que funcione realmente. Importante seguir as medidas de prevenção e se tiver qualquer sintomas procurar o hospital”, alerta.

Internações e mortes continuam e prevenção deve ser reforçada
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

O infectologista do Hospital Montenegro (HM), médico Felipe Canello Pires, também alerta sobre a continuação da pandemia e o risco de aumentar ainda mais os casos de internações e óbitos. “As internações vinham em queda e agora estão em platô, não reduziram e nem aumentaram em relação há duas semanas. Teve queda durante a segunda quinzena de setembro e primeira de outubro, mas agora estabilizou. Talvez seja um sinal de que vai voltar a aumentar”, teme. “Os que internam quase sempre são casos graves. A letalidade da doença diminuiu em todos os lugares, mas isso tem a ver, em minha opinião, com a melhora na nossa capacidade de resposta, já que agora sabemos mais como manejar os pacientes do que há alguns meses atrás. Ou seja, a gravidade segue a mesma, mas os desfechos estão melhores, provavelmente pela melhora no manejo dos pacientes”, completa. No seu entender, isso fez também com que diminuísse, em média, o tempo de internação dos pacientes.

Apesar de todo o empenho das equipes médicas e da boa estrutura dos hospitais, ainda tem ocorrido óbitos de pacientes com coronavírus. E até aumentaram as mortes nos últimos dias. Montenegro, por exemplo, chegou há ficar um mês sem registrar nenhum óbito de paciente com coronavírus, mas no final de outubro teve a morte de um homem de 65 anos. E na última quarta-feira foi confirmada a 22ª morte, de uma mulher de 51 anos. Já em São Sebastião do Caí, só na semana passada foram registradas quatro mortes de pacientes com coronavírus, de pessoas com 85, 58, 60 e 76 anos. Nos municípios menores isso não ocorreu. Exceto em São José do Hortêncio, onde faleceram dois irmãos, de 71 e 80 anos, que se juntam a outras duas pessoas da mesma família que também perderam a vida em decorrência do Covid-19, com 60 e 66 anos de idade. Com isso o número de pacientes com coronavírus que morreram no município subiu para 6.

No Vale do Caí, somando os vinte municípios integrantes da AMVARC, foram registrados até o momento cerca de 4,8 mil casos confirmados de coronavírus, dos quais 4,2 mil já estão curados e ocorreram 82 mortes.

O boletim epidemiológico de ontem, sexta-feira, dia 6, do Hospital Montenegro, informava que haviam 3 casos suspeitos e 2 confirmados internados , mas nenhum na UTI, tendo ocorrido 17 óbitos desde o início da pandemia. Já no Hospital Unimed, pelo boletim de ontem, sexta-feira, tinham 13 casos confirmados internados, 110 pacientes com covid-19 já tiveram alta desde o começo da pandemia e aconteceram 13 óbitos. Os números comprovam que houve um aumento de número de pacientes internados.

Com menos restrições, está ocorrendo um certo relaxamento nos cuidados necessários. É importante não baixar a guarda e evitar o contágio. E ainda existe o risco de uma segunda onda, como está acontecendo em outros países.

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