Crédito: Cleo Meurer/FN

Um dos bares e restaurantes mais tradicionais de Salvador do Sul e região, o Apolo 12 comemorou os 50 anos de atuação com uma programação especial, no último domingo. Frequentadores do estabelecimento de diversas épocas se reencontraram no local, onde não faltaram recordações, cerveja gelada e boa música, na voz de artistas contratados para o evento e, claro, dos próprios clientes, com os clássicos do sertanejo raiz.

 A data certa de abertura do Apolo 12, que foi criado por Arthêmio Hummes e, posteriormente, adquirido por Simplício Junges, é desconhecida. O nome, contudo, é uma referência à Missão Apollo 12, a segunda do Programa Apollo, da Nasa, a pousar na lua, o que ocorreu em 19 de novembro de 1969.

A localização do estabelecimento, certamente, ajudou para que esse adquirisse uma forte clientela, estando próximo às hoje desativadas estação de trem e rodoviária. O atendimento familiar também sempre foi um diferencial. Foram idas e vindas, mas, atualmente, os Junges, hoje com o gremista João Batista “Tisa” e o colorado Francisco “Castor”, estão à frente do Apolo por 27 anos ininterruptos.

Além de viajantes, o Apolo recebe com assiduidade lideranças políticas e comunitárias e esportistas salvadorenses. As resenhas costumam ser regadas com as incomparáveis caipiras – tidas por muitos como as melhores da região – e cervejas de marcas diversas, sempre bem acompanhadas pelos não menos elogiados xis e pastel do estabelecimento. Ao meio-dia, o restaurante, com comida bem caseira, registra movimento constante.

Nas mesas e no balcão do Apolo, decisões foram tomadas e tiveram interferência direta nos rumos de Salvador do Sul. Muitas candidaturas a cargos políticos lá foram sacramentadas ou sepultadas. Alguns casamentos foram incentivados, outros tiveram seu ponto final. Entidades como a Sociedade União Salvadorense e a Asca foram idealizadas. Não de graça o Apolo 12 é considerado por muitos o centro nervoso do Município.

Em cinco décadas, as paredes do Apolo 12 testemunharam, praticamente, de tudo. “Um dos fatos mais inusitados foi a exibição de um Gre-Nal, em 1997. Vendemos ingressos para tentar cobrir o investimento na tevê por assinatura. Conseguimos com sobra. O bar ficou superlotado, com colorados e gremistas separados nos ambientes. O jogo ficou marcado pela vitória de 5 a 2 do Inter, no Olímpico. Os gremistas foram embora mais cedo”, recordou o tricolor Tisa, perguntado sobre o tema durante um programa especial da rádio comunitária Nova Salvador FM, na última sexta-feira.

Crédito: Cleo Meurer/FN

Esse e outros tantos casos (e causos) do Apolo eram rememorados em conversas animadas dentro e fora do bar, já que a Avenida Duque de Caxias chegou a ter um trecho interrompido para as comemorações do cinquentenário. Nem mesmo a forte pancada de chuva no final da tarde diminuiu a empolgação do público que prestigiou a festividade.

Entre os frequentadores do Apolo 12, reinam duas certezas. A primeira, de que o que acontece no Apolo não fica, geralmente, no Apolo. A segunda, de que a história do prestigiado bar e restaurante não tem dia para acabar.

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