Atacante de 20 anos chega aos profissionais e já inicia o campeonato como titular Crédito: Ricardo Duarte/Inter

O atacante Pedro Lucas, natural do município de Vale Real, será o centroavante titular do Inter na estreia no campeonato gaúcho no próximo domingo, diante do São Luiz em Ijuí, às 19h.

Promovido ao grupo profissional neste ano, o jovem de 20 anos, está tendo a sua grande oportunidade na carreira. Pedro Lucas Schwaizer é considerado uma das jóias do elenco colorado. Tem multa rescisória na casa dos 50 milhões de euros, cerca de 225 milhões de reais. Vem se destacando desde as categorias de base, no Inter e na Seleção Brasileira, como capitão e goleador. O tio, Edson Kaspary, o Tida, prefeito de Vale Real, que foi campeão da Copa do Brasil pelo Juventude em 1999, foi treinador de Pedro Lucas na escolinha. Já o pai, André, atuou nas categorias de base do Grêmio. E a irmã, Maria Luisa, a Malu, é camisa dez da seleção brasileira sub 20, onde foi campeão sulamericana, e está deixando o Santos de São Paulo para atuar também no Internacional. Portanto, o DNA está no sangue da família de craques do Vale Real.

Fazia tempo que o Vale do Caí não tinha um jogador de destaque na dupla Gre-Nal. O último foi Adilson Warken, de Bom Princípio, que se destacou no Grêmio e hoje está no Atlético Mineiro. Outro jogador que é do Vale do Caí e integra o grupo principal do Internacional é Richard. O meia-atacante é do município de Barão e foi destaque na Copa São Paulo do ano passado jogando com a camisa 10, sendo inclusive eleito para a seleção da competição. E pelo destaque já foi promovido para o elenco principal, tendo atuado no Gaúchão em uma única partida, com sete minutos em campo contra o São Paulo de Rio Grande. Com contrato renovado, agora tem nova oportunidade.

Bom finalizador

Pedro Lucas já atuou diversas vezes pela Seleção Brasileira nas categorias de base
– CBF/Reprodução

Pedro Lucas conta os minutos para a sua estreia no time principal do colorado. Fã de Fernandão, já veste a camiseta do Inter faz mais de uma década. Foi capitão de quase todas as categorias e colecionou convocações para seleções de base. Empilhou gols pelo time B e pelos juniores do Inter. Com 1m85cm, tem grande poder de finalização e faro de gol. E sabe sair da área para abrir espaços. No ano passado disputou 55 jogos, pelo time B e no sub 20, tendo marcado 27 gols.  “É um nove finalizador, tanto por cima quanto por baixo e com as duas pernas. Se preparou a vida toda para isso. Agora, tem que agarrar a chance. Está muito consciente e só esperando a oportunidade”, diz Fabiano Carpegiani, representantes do atleta.

O atacante divide o esporte com os estudos. Segue cursando Educação Física e gosta muito de ler, um hábito que herdou da mãe Cristiana. “O Pedro sempre teve uma qualidade muito grande na finalização com as duas pernas e bom cabeceio. É o único que permanece de sub 10 até hoje. Teve uma evolução muito grande”, elogia o coordenador das categorias de base, Diego Cabrera. “É parecido com o Damião no quesito potencial. Ambidestro e muito inteligente para fazer aquela função. É um jogador que eu aposto muito. Vai dar o que falar dentro do profissional”, projeta Iarley.

Tio e primeiro treinador, o prefeito Tida lembra da trajetória do sobrinho. “O Pedro iniciou conosco, na escolinha de Vale Real. Depois de se destacar nos amistosos contra o Juventude, ele foi para a escolinha em Caxias. Já no primeiro Gauchão ele despertou o interesse colorado e desde então está no Inter”, recorda. “Entendo que o Pedro, assim como qualquer atleta que sobe para os profissionais, precisará de um período de adaptação. Espero que a comissão técnica tenha esta percepção. Ele é um rapaz extremamente centrado, sabe o que quer,  pés no chão. Sua característica é de homem de área, bom cabeceador e finaliza bem com os dois pés. Como colorado que sou, é um grande sonho ver a possibilidade de ter no Inter um jogador que saiu daqui de Vale Real”, comemora Tida.

Em sua primeira entrevista coletiva como profissional, semana passada, Pedro Lucas superou a timidez e não escondeu a emoção de dividir o vestiário com craques como D’Alessandro, Rafael Sobis e outros. “Cheguei no Inter em 2007. Sou centroavante e procuro a finalização, mas ajudo também na marcação. Tento sair um pouco da área para jogar”, disse. “O Inter sempre revelou muitos jogadores. Estamos começando e precisamos trilhar nosso caminho, mas temos que ir passo a passo”, pondera, na primeira entrevista, ao lado de outros novatos como Nonato, Ramon e Roberto.

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